Pesquisa: ficar muito tempo sentado faz mal à saúde das crianças, alertam especialistas

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    As crianças que passam muito tempo sentadas podem ter que encarar consequências parecidas com as dos adultos, de acordo com um novo estudo sobre a saúde de garotas. A pesquisa revelou que depois de apenas um período de inatividade prolongada, as crianças desenvolveram mudanças na corrente sanguínea e nas artérias que, em adultos, significaria o começo de sérios problemas cardiovasculares.

    Há evidências, claro, de que ficar sentado por muito tempo abala a saúde dos adultos. Vários estudos epidemiológicos descobriram associações entre horas de inatividade e aumento de riscos para diabetes, obesidade, doenças cardíacas e do fígado, síndrome metabólica e outros problemas, incluindo morte prematura. O mais preocupante é que esses riscos permanecem elevados mesmo quando a pessoa se exercita, mas depois senta em sua cadeira pelo resto do dia.

    Esses estudos, no entanto, envolveram adultos. Poucas experiências examinaram diretamente os efeitos do sedentarismo em corpos jovens e saudáveis, e assim não estava claro se as crianças seriam afetadas como seus pais quando passam longos períodos sentadas.

    Por isso, para o novo estudo, publicado este mês no Experimental Physiology, Ali Mc Manus, professora associada de Fisiologia do Exercício Pediátrico da Universidade de Columbia, em Kelowna, e seus colegas decidiram pedir para as crianças ficarem sentadas e quietas.

    Em geral, os jovens de hoje fazem muito isso. Uma recente pesquisa epidemiológica de larga escala relatou que crianças por todo o mundo ficam sentadas cerca de 8,5 horas todos os dias. Outro estudo recente descobriu que os níveis de atividade entre eles diminuem muito depois dos oito anos e continuam a cair por toda a adolescência, quando os jovens trocam o movimento por mais tempo sentados.

    Esse declínio na atividade, segundo o estudo, é mais pronunciado entre as garotas. Por essas e outras razões, em seu novo estudo, os cientistas focaram em meninas entre nove e 12 anos de idade. Eles recrutaram nove garotas, entre elas, duas com sobrepeso. As outras tinham peso normal.

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