PB vai ganhar presídio e secretário manda recado: falamos pouco e trabalhamos muito

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O secretário de Estado da Administração Penitenciária, Wagner Dorta, durante entrevista a uma rádio de João Pessoa, comentou sobre a atual crise penitenciária que acontece no país. Com a proximidade das rebeliões em presídios do Rio Grande do Norte, Dorta afirmou que o Governo da Paraíba tem adotado medidas para conter qualquer tipo de conflitos e destacou a diferença com outros gestores do sistema penitenciário. “Falamos pouco e trabalhamos muito e isso é extremamente importante”, disse.

Ele ainda confirmou que o Estado tem em caixa R$ 44 milhões, que serão destinados para a construção de novos presídios na Paraíba, estratégia para amenizar a superlotação do sistema penitenciário. Dorta descartou o fechamento do presídio do Róger em curto prazo.

“Eu não vejo numa situação atual desativarmos o Roger. Ele é de fato um presídio extremamente antigo, de 1944, tem uma capacidade nominal de 400 a 500 presos e atualmente enfrentamos uma superlotação, temos 1,3 mil presos lá. O que eu vejo é a construção de uma nova unidade em João Pessoa, para somarmos, para retirar uma parcela do Roger nessa outra unidade para podermos equilibrarmos. Já conversei com o governador sobre a importância disso diante da situação que vivemos nessa área em todo país. Em primeiro momento estamos pensando em projeto, ver essa questão de terrenos. Disse que ao governador, que a meu ver, o interessante seria construir uma unidade criminal em João Pessoa e em Campina Grande, que tem as maiores superlotações. Mas em curto espaço de tempo teremos alguma definição sobre isso”, explicou.

Dorta ainda comentou sobre o trabalho desenvolvido por sua secretaria para que rebeliões, como as que estão acontecendo recentemente em várias partes do país, não aconteçam na Paraíba.

“Nós, como profissionais da segurança pública e do sistema prisional, não podemos ser irresponsáveis e dizer que está tudo tranquilo, que pode fechar os olhos e estarmos despreocupados. Estamos em alerta, obviamente. O Rio Grande do Norte, onde estão acontecendo essas rebeliões, é um estado vizinho e sabemos que há uma ligação muito forte com os criminosos daqui com os de lá. Porém, a gente trabalha muito. Falamos pouco e trabalhamos muito e isso é extremamente importante. Nós abrimos mão muitas vezes de estar na imprensa porque estamos sempre no gabinete dialogando com as polícias, com todos os agentes da segurança pública, para evitarmos ao máximo qualquer tipo de conflito. Notícias falsas surgem a todo momento e isso atrapalha muito. Mas estamos trabalhando muito, com os agentes penitenciários, polícia militar, para não termos conflito”, afirmou.

 

 

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