Patrimônio negligenciado: 60 prédios do Centro Histórico de CG estão em situação de risco

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    São construções antigas, em grande maioria tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), que ameaçam desabar a qualquer momento na cidade de Campina Grande. O levantamento feito pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Campina Grande (Crea), atesta que alguns prédios antigos oferecem risco à população. De acordo com o inspetor do Crea, engenheiro Geraldo Magela, pelo menos 60 prédios do Centro Histórico na cidade estão em risco de desabamentos, com marquises em situação crítica que representam perigo para quem frequenta os locais, seja para trabalho ou moradia nos arredores.

    Os prédios representam um período histórico que merece ser preservado, contudo, por causa desta condição, as reformas acabam sendo dificultadas por que não podem ter a estrutura original modificadas. “Os órgãos já orientaram os proprietários do risco de desabamento. São prédios antigos, sem manutenção e os riscos são vistos a olho nu”, ressaltou Geraldo Magela.

    Os problemas são diversos, como ferragens expostas, infiltrações, fissuras, trincas, rachaduras, sobrecarga, presença de vegetação. Existe também o comprometimento em 70% das marquises dos prédios da Feira Central de Campina Grande. Do total, 40% das estruturas estão na iminência de desabamento. Para o professor Fábio Remy, coordenador, em parceria com a Defesa Civil, de um projeto que está expondo o estado das marquises da cidade, a precariedade das contruções se dá em virtude da falta de manutenção corretiva e preventiva.

    O estudo identificou que nas ruas ruas Quebra-Quilos, Carlos Agra, Cristóvão ColomboPatrimônio negligenciado: 60 prédios do Centro Histórico de CG estão em situação de risco e Marcílio Dias, existem estruturas em alvenaria carregadas cm painel de propaganda, ar-condicionado, exposição de ferragens e vegetação.Também foram relatadas fiação elétrica em péssimo estado de conservação, fios em mau uso com prováveis pontos de vazamentos de água e energia, devido às chuvas e umidade. Cerca de 17% das estruturas possuem infiltrações e presença de vegetação.
    De acordo com Geraldo Magela, o prédio que mais oferece risco a população está construído na rua João Suassuna. Caso prédio viesse a desabar, a tragédia seria gigantesca, a edificação antiga de mais de 16 andares está com a estrutura comprometida. “Se esse prédio desabasse o sinistro seria grande”, alertou o engenheiro.

    O coordenador da Defesa Civil em Campina Grande Ruiter Sansão informou que o início do período chuvoso é uma preocupação a mais para a Defesa Civil em relação às marquises de Campina Grande.

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