Partido de Berg Lima confirma sua expulsão após prisão em flagrante

O prefeito afastado de Bayeux foi preso em flagrante por corrupção passiva e peculato

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O Podemos, partido de Berg Lima, confirmou nesta quinta-feira (6) sua expulsão após o prefeito afastado de Bayeux ser preso em flagrante por corrupção passiva e peculato.

Berg Lima foi preso após operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Civil da Paraíba pelos crimes de corrupção passiva e peculato.

A nota

Nota à imprensa

O Podemos adota uma linha rígida em relação à conduta de seus filiados.

Fiel às suas diretrizes de lutar pela ética na política, por justiça social e por transparência, o partido abriu um processo de expulsão do prefeito de Bayeux (PB), Berg de Lima.

Respeitado o direito de defesa, caso seja confirmada a falta, ele será excluído, como qualquer outro militante.

Assessoria de imprensa

Podemos”

A prisão

O prefeito de Bayeux foi flagrado no escritório de um restaurante recebendo R$ 3,5 mil de um fornecedor da prefeitura. A ação foi filmada e, o suposto dinheiro de propina, escaneado. Segundo denúncia do empresário que buscou as autoridades, para concretizar o empenho da prefeitura com ele, Berg exigia uma porcentagem do dinheiro.

Na noite desta quinta, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB) determinou a prisão preventiva do prefeito de Bayeux. O juiz Aluízio Bezerra, responsável pela audiência de custódia do Berg Lima, determinou também que ele fosse afastado do cargo e que mandados de busca e apreensão fossem realizados na casa do gestor e na Prefeitura de Bayeux nesta quinta-feira (6).

Pena de 24 anos

De acordo o delegado Lucas Sá, responsável pelas investigações, não há suspeita de envolvimento de outras pessoas no esquema. Pelos crimes, Berg Lima pode ser condenado a até 24 anos de prisão.

Já o empresário que filmou o pagamento da suposta propina ao prefeito de Bayeux foi um colaborador premiado e era “vítima” das “condutas” do gestor, segundo afirmou o delegado. “Todas as negociações tratativas, todos os valores eram pagos diretamente ao prefeito, em espécie e em mãos”, explicou o delegado.

Ainda de acordo com Lucas Sá, o empresário não receberia os valores devidos a ele se não pagasse a suposta propina solicitada pelo prefeito. “Então não existia outra conduta pra ele. Ou pagava a propina ou ficava sem receber e fechada suas empresas. Ele preferiu pagar, mas comunicar os fatos à polícia e possibilitar, então, a prisão do prefeito”, disse.

Defesa do prefeito de Bayeux

A assessoria de imprensa de Berg Lima enviou uma nota à imprensa, na qual ele diz estar sendo “vítima de uma armação política”, e que o prefeito confia na Justiça e vai esclarecer os fatos. Segundo a nota, o prefeito de Bayeux afirma que não praticou ato ilegal contra o povo e contra a cidade. A defesa de Berg informou que vai pedir um habeas corpus.

 

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