Para tentar driblar fiscalização, Cartaxo contratou auditor da CGU para CGM

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O relatório elaborado pela Controladoria Geral da União (CGU) foi feito e liberado no ano de 2015. Quando a fiscalização estava sendo realizada, por ser uma obra complexa e envolvendo grandes valores em recursos, a CGU solicitou o auxílio do 15º Grupamento de Engenharia, para que o Exército pudesse ajudar na fiscalização. Na época da elaboração do relatório, quem estava na equipe da CGU era o auditor fiscal Severino Souza de Queiroz, que assumiu a Controladoria Geral do Município (CGM), nomeado por Luciano Cartaxo (PSD), em 20 de novembro de 2015, aproximadamente um mês antes da publicação do relatório.

No relatório final elaborado pela CGU várias, irregularidades foram apontadas na obra, que levaram a Polícia Federal a deflagra a operação Irerês, na manhã da última sexta-feira (02), que tem como objetivo investigar irregularidades nos processos licitatórios e na execução da obra da Lagoa.

Inquéritos em sigilo

Ato contínuo à operação que a Polícia Federal realizou na manhã desta sexta-feira (2) na Capital, o Ministério Público Federal (MPF-PB) na Paraíba decretou sigilo no inquérito civil que investiga superfaturamento e desvio de recursos públicos na obra do Parque da Lagoa, executada pela gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PSD). De acordo com a assessoria do MPF, o sigilo é para não atrapalhar as investigações.

A ação do MPF faz com que a população deixe de ter acesso às investigações que a instituição tem feito sobre a obra da Lagoa. Assim como o MPF, investigação da PF e da Controladoria Geral da União (CGU) indicaram superfaturamento da obra.

“Vai ser decretado o sigilo do procedimento no âmbito do MPF, que será retirado quando a polícia finalizar a investigação e retirar o sigilo de lá, já que as diligências que estão sendo realizadas no inquérito policial ainda estão sendo finalizadas”, explicou a assessoria do MPF-PB.

O assunto sobre o Caso Lagoa voltou à tona após a PF deflagrar, na manhã de hoje, a Operação Irerês que tem o objetivo de investigar irregularidades na licitação de obras no Parque da Lagoa, no que diz respeito ao repasse do Ministério das Cidades para a gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PSD).

Segundo investigações da PF, a obra apresenta indícios de superfaturamento que ultrapassam os R$ 6 milhões. Já a CGU indica que a obra apresenta mais de R$ 10 milhões de custo acima do valor real.

Para tentar driblar fiscalização, Cartaxo contratou auditor da CGU para CGM

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