Ouro no evento-teste, paraibana diz: “Jamais ia deixar as gringas levarem”

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    Ouro no evento-teste, paraibana diz: "Jamais ia deixar as gringas levarem"
    Maria Luzineide de Oliveira vibra com o título alcançado no Rio (Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB)

    Cadeirante em consequência de uma poliomielite contraída aos 2 anos de idade, Maria Luzineide pode dizer que já sentiu o gostinho de representar o Brasil em casa e conquistar a medalha de ouro. Natural de Picuí, na Paraíba, a brasileira atingiu a melhor marca do dia na categoria de pesos leves nesta quinta-feira, na etapa da Copa do Mundo de halterofilismo, que acontece no Rio de Janeiro e está bem perto de conseguir uma vaga nas Paralímpiadas do Rio de Janeiro. O evento está sendo realizado na Arena Carioca 1 do Parque Olímpico da Barra e vai até sábado.

    – Esse aqui é um bom começo. Eu não consegui melhorar a minha marca, que eu esperava que fizesse, mas consegui a nossa medalha de ouro, que jamais eu ia deixar as “gringas” levarem. É um bom começo. É um resultado de muito trabalho, de muito esforço de toda a equipe multidisciplinar do Comitê Paralímpico. Se não fosse esse trabalho de bastidores, seria impossível alcançar esse resultado – comentou ao deixar o local de competição.

    Sua carreira como atleta paralímpica começou na natação, mas foi no halterofilismo que Maria Luzineide se encontrou e conquista grandes feitos há 12 anos. Competindo pela categoria até 45kg além de ser recordista brasileira e ter diversos títulos nacionais, já representou o país nas Paralimpíadas de Pequim, em 2008. O quinto lugar na China foi suficiente apenas para realizar parte de seu sonho, estar presente em um evento de grande porte. Agora ela quer ir mais longe. Quer conquistar medalhas.

    Ouro no evento-teste, paraibana diz: "Jamais ia deixar as gringas levarem"
    Paraibana quer fazer valer o fator casa no Rio 2016 (Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB)

    – Estou focada e muito confiante de que vou conseguir (a vaga) e não quero apenas conseguir a vaga, também quero conseguir medalha no Rio 2016. Não quero deixar os gringos levarem nossas medalhas e já conto com a torcida brasileira. Lembro que em 2008 fui para as Paralimpíadas na China e pensava que era um sonho um evento desse porte no nosso país e hoje temos a oportunidade de realizar esse sonho e com chances de medalha – declarou.

    Antes de sua passagem pelas Paralímpiadas, a paraibana se dividia entre os treinos e seu trabalho de assistente administrativa. O bom resultado abriu portes e hoje, morando em Natal, Maria consegue se dedicar inteiramente à pratica do halterofilismo. Contente com a oportunidade de participar de uma etapa da Copa do Mundo no Brasil e alcançar excelentes resultados, a paraibana segue apreensiva para saber se estará dentro da lista de classificadas.

    O ranking paralímpico tem data marcada para fechar no dia 29 de fevereiro. Em oitavo lugar, (as seis primeiras se classificam) Maria terá apenas mais uma chance de garantir sua vaga em mais uma etapa da Copa do Mundo, em Dubai, nos Emirados Árabes.  Em 2014, precisou se contentar com um resultado bem abaixo do esperado e amargar o sétimo lugar na competição. Na edição desse ano quer sair de lá com a certeza de estará no Rio em setembro.

    – A medalha de ouro aqui foi a vingança de Dubai 2014 e está vindo Dubai novamente aí, e estaremos lá. Para eu conseguir a vaga ainda não foram feitos os cálculos, porém, eu pessoalmente quero melhorar a minha marca que já é de 86KG. Quero fazer de 87kg para frente. Tenho estrutura para isso e estou preparada para isso, fisicamente e psicologicamente. E vou fazer – completou. As informações são do Globo Esporte PB.

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