Organização prevê 10 mil pessoas nos atos pró-impeachment na Paraíba

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Integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) em João Pessoa, o empresário Maurício Renato projetou que os atos pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) devem reunir cerca de 10 mil pessoas na Paraíba. As manifestações acontecem na tarde deste domingo (13) em João Pessoa (concentração no Busto de Tamandaré, às 15h), Campina Grande (na Praça da Bandeira, às 14h) e Patos (na Praça do Cepa, às 15h).

Maurício Renato informou que durante os atos vão acontecer homenagens ao Ministério Público Federal (MPF) e ao juiz Sérgio Moro pela condução das investigações da Lava Jato. De acordo ele, o magistrado e a operação são um divisor de águas na história do Brasil.

“O Brasil vai ser dividido em duas partes: antes de Sérgio Moro e depois de Sérgio Moro”, afirmou. Perguntado do porquê do MBL só atacar a presidente Dilma e o PT, esquecendo de figuras como o presidente da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, ambos do PMDB, e do tucano Aécio Neves, uma vez que todos esses foram citados na Operação Lava Jato, Maurício Renato negou. “A gente não quer virar (só) pra Dilma, vai virar pra todo mundo”, ameaçou.

Apoiadores

Questionado sobre o financiamento para as ações do MBL, Maurício Renato revelou que eles contam com vários apoiadores não só na Paraíba, mas em todo o país.

“Nós temos vários médicos (apoiando o movimento), maçons, a maçonaria está em peso ajudando a gente. Eu recebi doação do Incor (Instituto do Coração) de São Paulo, do Hospital de Bauru, de hospitais do Brasil inteiro porque nós temos médicos ligados no Brasil inteiro e as pessoas querem nos ajudar”, explica.

Maurício destacou ainda a relevância da Paraíba para as articulações da política nacional. “Entendam, a política brasileira passa pela Paraíba. Antes de mais nada, passa pela Paraíba. Quem é o líder dos governadores do Nordeste hoje? Ricardo Coutinho. Quem é o líder do principal partido de oposição ao governo Dilma hoje? Cássio Cunha Lima. Quem é o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) no Senado? José Maranhão. Quem presidiu as duas CPIs da Petrobrás? Dois paraibanos. Nós tivemos o ministro Aguinaldo Ribeiro, nós tivemos Raimundo Lyra que foi indicado para ser o líder do governo no Senado. Ou seja, a política brasileira passa aqui pela Paraíba”, ressaltou.

A presença de Cássio

Entre os apoiadores declarados das mobilizações deste domingo na Paraíba está o senador Cássio Cunha Lima, líder do PSDB no Senado Federal. Cássio já confirmou presença nas manifestações deste domingo em João Pessoa e em Campina Grande.

Questionado sobre a controvérsia de defender o fim da corrupção e ter entre os principais participantes um político que teve o mandato cassado e que é réu no processo do Concorde, conhecido como o caso do “dinheiro voador”, Maurício desconversou.

“A questão de Cássio, para nós do movimento, é que ele é um congressista que está representando a Paraíba na votação do Impeachment”, afirmou. “Nós fazemos denúncias da prefeitura, do Estado e da questão federal e não temos rabo preso. Cassio vai lá como um dos parlamentares”, acrescentou.

 

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