Negligência de Cartaxo: internauta denuncia precarização do Trauminha

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A população que precisa utilizar os serviços do Ortotrauma de Mangabeira, o Trauminha, continua sofrendo com o descaso à saúde pública de João Pessoa pela gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PSD). O hospital passou por várias investigações e vistorias em 2016, inúmeras irregularidades foram encontradas, porém, o que aparenta, nada foi resolvido.

Um internauta, que acompanhou um parente interno no Trauminha, usou o seu Facebook para denunciar o descaso e a falta de gestão no hospital.

Em sua postagem, ele pede “socorro” para os funcionários e pacientes do Trauminha e afirma que o hospital precisa de de uma melhoria na “gestão urgente”.

Negligência de Cartaxo: internauta denuncia precarização do Trauminha

A postagem contém fotos da enfermaria onde o internauta ficou como acompanhante do irmão, e mostram paredes com infiltrações, teto quebrado com instalações a mostra e uma cadeira de rodas em péssimas condições para uso.

Negligência de Cartaxo: internauta denuncia precarização do Trauminha

Negligência de Cartaxo: internauta denuncia precarização do Trauminha

Negligência de Cartaxo: internauta denuncia precarização do Trauminha

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Relatório do CRM atesta precariedade

Gerido pela Prefeitura de Municipal de João Pessoa (PMJP), o Ortotrauma de Mangabeira – Trauminha – passa por uma das maiores crises de atendimento de sua história. É o que constatou o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB).

O relatório elaborado pelo CRM, aponta diversas irregularidades colocam a vida de pacientes em risco. Entre outras irregularidades, o relatório mostra que vários pacientes que chegam ao Trauminha são atendidos na sala de sutura, devido a superlotação da sala de emergência e urgência.

De acordo com o relatório, o atendimento na sala de sutura traz riscos a todos os pacientes internados no setor. No dia da fiscalização, haviam 12 pacientes na emergência, sendo que a capacidade é para apenas sete. Com a superlotação, não tinha equipamentos para suprir a demanda. “Constatamos cinco monitores, sendo que um deles não era multiparâmetro, oito respiradores artificiais, dezessete bombas de infusão, um oxímetro, um cardioversor (que não funciona por falta de tomada elétrica no ambiente, e uma máquina para hemodiálise, cujo serviço é terceirizado. O risco de infecção cruzada é muito elevado, e grande parte dos pacientes estão internados no setor, porém sem nenhum cuidado preventivo pela falta de monitorização adequada. Segundo informações, algumas vezes o médico plantonista fica em situação muito constrangedora tendo que optar por escolher quem tratar por falta de equipamentos em número proporcional de pacientes internados”.

A fiscalização do CRM constatou, ainda, paredes com infiltrações e contaminadas por fungos; banheiros de enfermarias sem descarga, propiciando a circulação de coliformes fecais e a infecção de pacientes internos; e coletores de urina sem tampas sendo transportados pelos corredores do hospital.

Além da precariedade na estrutura física do Trauminha, a fiscalização do CRM constatou outro dado preocupante: a quantidade insuficiente de medicamentos para o tratamento de infecções bacterianas.

Roupas insuficientes

Mas não é só isso. De acordo com o relatório, “a quantidade de roupa hospitalar é insuficiente, chegando a situação crítica” em que cirurgias foram suspensas por falta de roupas no bloco cirúrgico. Só para se ter noção, no bloco da ortopedia do Ortotrauma, haviam apenas três roupas disponíveis e que se fossem utilizadas, “cirurgias seguintes iriam ser suspensas”.

Durante a fiscalização, se descobriu que, além da quantidade insuficiente de roupas hospitalares, as que existem são lavadas no Hospital Santa Izabel. Mais: vários leitos estavam forrados com roupas trazidas pelos pacientes e que há informações de que “alguns pacientes não tomaram banho para evitar que as roupas fossem molhadas e o paciente tivesse que permanecer no colchão sem lençol”.

Limpeza feita por acompanhantes

A via crucis se estende, inclusive, para os acompanhantes dos pacientes internos. O relatório traz informações de que eles fazem “a limpeza do piso de uma das enfermarias” do hospital.

Além disso, também foram encontradas “lixeiras sem tampa nos locais de atendimento, lixeiras sendo utilizadas para receber água proveniente dos aparelhos de ar condicionado nos consultórios, sala de urgência e enfermarias.

Clique aqui e leia o relatório do CRM na íntegra.

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Camara Municipal

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