Burity aponta funcionários públicos autores de ato; artistas se reúnem

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    Uma assembleia geral, realizada hoje a partir das 17h30 no CCTA (UFPB), deve decidir as próximas ações do movimento SOS Cultura JP. Com o apoio de artistas de várias linguagens da cidade, o grupo reivindica providências em relação a políticas públicas culturais e diálogo com a classe artística por parte da Funjope. Após uma declaração do diretor executivo da instituição, Maurício Burity, a um portal local, categorizando a ação como uma manobra política, o SOS Cultura JP soltou uma nota de repúdio, reivindicando ao prefeito Luciano Cartaxo a saída do gestor da Funjope.

    “Desde 2013, tentamos um diálogo com a Funjope e ele simplesmente fechou as portas, acabou com o Conselho Municipal de Cultural, parado desde dezembro de 2013, isso às vésperas de sua gestão passar para as mãos da sociedade civil organizada, em uma atitude claramente autoritária”, rebate Alexandre Santos, representante do SOS Cultura JP e do Fórum de Produtores Culturais da Paraíba.

    Burity reforçou sua declaração, de que os protestos fazem parte de uma ação político-partidária. “É um movimento que não representa a cultura da cidade. Estas pessoas não são artistas, são as mesmas caras de sempre, que inviabilizam reuniões do Conselho Municipal de Cultura apelando para a agressão física. Além disso, a maioria tem vinculação política, funcionários da Funesc, da Secult e ex-gestores da Funjope, que estão tentando desconstruir minha gestão, que vem fazendo ações que nunca foram feitas antes no âmbito da cultura”, afirma.

    Ele também se mostra indignado com a criação de uma página humorística no Facebook, intitulada Mauricinho da Funjope, que brinca com as declarações de Burity. “Estão partindo para o lado do crime, atribuindo a mim declarações que nunca afirmei”, completa. Artistas como o ator Nanego Lira e o cantor Adeildo Vieira se manifestaram através de seus perfis pessoais a respeito do episódio. “Desconsiderar a importância dos produtores culturais dentro da cadeia produtiva da cultura ou é ignorância ou má fé. Demonstrou o diretor da Funjope que político mesmo é o seu discurso, que não conhece outra forma de fazer política se não a partidária”, pontuou o cantor.

    Com informações de André Luiz Maia

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