Advogada paraibana coordena comissão da OAB nacional que auxilia vítimas da tragédia

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Advogada paraibana coordena comissão da OAB nacional que auxilia vítimas da tragédiaA advogada paraibana Marina Gadelha, presidente da Comissão Nacional de Direito Ambiental da OAB, está coordenando uma comissão formada por advogados de todo o Brasil para auxiliar os moradores atingidos pelo rompimento de uma barragem da mineradora Samarco em Mariana, Minas Gerais. O que já é considerado o maior desastre ambiental do Brasil, completa um ano neste sábado (5).

A comissão visitou áreas atingidas, moradores afetados e conversou com a população para fazer um levantamento detalhado do que já foi feito e do que ainda deve ser providenciado. “A sexta-feira foi dedicada a este contato mais próximo da OAB com os moradores da região. Traçaremos um quadro detalhado da atual situação que servirá de base do nosso trabalho”, informou Marina.

Além das visitas e conversa com a população, a Comissão realizou uma primeira reunião de avaliação na tarde desta sexta, em Mariana. “O primeiro resultado objetivo desta Comissão é a confecção de um relatório detalhado do que encontramos. Além disso, o documento trará propostas de ações a serem desenvolvidas na região para reparar os danos ambientais e às famílias”, explica Marina Gadelha.

A reunião contou com a participação de Domingo Arjones (BA), Eli Ramos (SC) e Marília Longo (RS), todos membros da Comissão de Direito Ambiental da OAB. Também estiveram presentes o presidente da Sub-Seção da OAB de Mariana e o vice-presiente da OAB Nacional, Luiz Claudio Chaves, o prefeito, o secretário de Meio Ambiente e a Defesa Civil de Mariana, além de representantes dos atingidos.

A presidente da Comissão Nacional de Direito Ambiental da OAB lamentou as vidas perdidas no rompimento da barragem. “Não traremos aquelas 19 pessoas de volta, mas é preciso garantir que uma tragédia como esta não se repita”. Marina reforçou que além das vidas, os danos ao meio ambiente foram sem precedentes. “Foram 32 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro derramados na natureza. Os danos são muitos e ainda persistem, infelizmente”, finalizou.

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