Manoel Junior defende gasto exacerbado de cotas e reafirma que não defende Cunha

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    Os tempos de crise falam alto e os holofotes se voltaram para o deputado federal Manoel Junior (PMDB). É que, de acordo com o ranking feito pelo portal nacional da Uol referente aos deputados que mais gastam com cotas parlamentares, o paraibano ocupa o 16º lugar dentre os 513 representantes. Manoel se defendeu.

    O deputado argumentou as críticas e explicou o destino de seus gastos. “Essa é uma verba indenizatória, de uso parlamentar para a manutenção do mandato do parlamentar. Essa verba é legal, todos os parlamentares podem utilizar para a divulgação do seu mandato. Provavelmente os parlamentares que não efetivaram os empenhos em dezembro ficarão acumulados para janeiro, e a verba indenizatória também passa de um ano para outro, então provavelmente por conta dessa diligência, nós estejamos nessa classificação”, ressaltou.

    E continuou. “No entanto, está a disposição da Paraíba, do Brasil e do mundo, todas as notas fiscais, todos os recibos e todas as despesas feitas pelo meu gabinete na prestação de contas dessa verba indenizatória. Essa verba é usada para comprar passagem aérea, muitas vezes por exemplo, alguns parlamentares vão viajar no final do ano. Eu voltei de Brasília praticamente no último dia do ano, então teve parlamentar que não foi pra Brasília e não gastou com passagem. Eu fiz também no final de 2015, algumas divulgações acerca do nosso mandato e nossa produção legislativa no Congresso Nacional”, explicou.

    Ainda sobre Cunha

    Manoel Júnior também foi citado na coluna do jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo, por ser vítima de pichações em outdoors que divulgam atividades de seu mandato, em João Pessoa, cidade em que pretende ser candidato a prefeito. O texto da coluna ironiza o peemedebista, chamando-o de “ilustre”, e de ser, também, um dos “homens de confiança” do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

    O fato de por vezes ter demostrado apoio no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que analisava a continuidade do processo de investigação de Cunha, que é acusado de manter contas secretas no exterior e por ter mentido sobre a existência delas, rendeu várias críticas a Manoel Junior.

    Recentemente, Manoel justificou que não “trocaria seu CPF pelo de Cunha”, mas também não o acusaria sem provas. “Ser filiado a um partido político de alguém que está no alvo de investigações como Eduardo Cunha, não é apenas Manoel Junior. Eu tenho meu papel de aliado e correligionário. Isso não significa que eu vou trocar o meu CPF pelo de Cunha, nem obviamente obscurecer se caso ele estiver errado. No entanto o deputado Eduardo Cunha, vem sendo investigado durante um ano pelo MPF, que o denunciou em agosto de 2015, e até janeiro de 2016 não existe processo recepcionado no STF”, afirmou.

    E continua explicando sua atuação no Conselho de Ética. “Lembrando que o Conselho já cometeu alguns deslizes. Há uns cinco anos, o deputado Luizinho foi denunciado pelo Ministério Público Federal e ao Supremo Tribunal Federal por envolvimento no mensalão e foi cassado na Câmara pelo Conselho de Ética. Um ano e meio depois o STF o absolveu. Eu costumo dizer que não vou condenar sem provas por conta de uma efusividade, seja da imprensa, ou de quem quer que seja”, salientou.

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