Manifestantes que protestaram contra Dilma também rejeitam Cunha, Temer e Calheiros

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    A maioria dos 135 mil manifestantes que compareceram ao ato contra Dilma Rousseff na avenida Paulista, neste domingo (16), rejeita o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), que estão na linha sucessória da presidente caso ela sofra um impeachment.

    O presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) —segundo na sucessão, atrás de Temer—, também possui uma rejeição alta, porém não é reprovado pela maioria.

    A atuação de Temer é considerara ruim ou péssima por 68% dos presentes no ato, de acordo com a medição do instituto de pesquisa. O percentual é ainda maior no caso de Renan, que na semana passada apresentou a Agenda Brasil no intuito de ajudar o governo federal a sair da atual crise política. O índice de ruim e péssimo do presidente do Senado é de 79%.

    Notório desafeto de Dilma, Eduardo Cunha, por sua vez, teve sua atuação considerada ruim ou péssima por 43% dos entrevistados. Os três peemedebistas eram conhecidos por praticamente todos os presentes na manifestação.

    Segundo o Datafolha, 95% dos participantes do protesto na Paulista consideram que Dilma está fazendo um governo ruim ou péssimo. Para 4%, a avaliação é de um governo regular, e apenas 1% o consideram ótimo ou bom.

    A pior avaliação está concentrada nos participantes com mais de 36 anos, entre os quais 97% consideram o governo da presidente ruim ou péssimo. Entre os mais jovens, de 12 a 20 anos, esse índice cai para 84%; entre os de 21 a 25 anos, para 85%; e entre 26 anos e 35 anos, para 93%.

    O Datafolha também mediu o percentual de manifestantes que acreditam que Dilma deveria renunciar à Presidência da República —85% acham que ela deveria abrir mão do cargo, de acordo com a pesquisa. Foi a primeira vez que o instituto de pesquisa questionou os entrevistados especificamente sobre uma possível renúncia. O número é superior aos do que acreditam que Cunha deveria abrir um processo de impeachment contra Dilma.

    Dentre os presentes na Paulista, 82% acreditam que Dilma deveria ser afastada da Presidência após um processo de impeachment –15% acham que ela não deveria sofrer o impedimento e 2% não souberam opinar sobre o tema. As informações são da Folha de São Paulo.

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