Mais de 500 reeducandos foram inscritos no Enem 2015; provas serão em dezembro

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    Apesar dos erros, enquanto houver vida, há oportunidade de reparação. É nessa perspectiva que 524 reeducandos das 43 unidades prisionais da Paraíba se inscreveram para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano, número que representa 5,40% de todo a população carcerária paraibana, que é de 9.700, aproximadamente. Este número é 80,69% superior ao de 2013, quando teve apenas 290 inscritos. Além das aulas da modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) nos presídios, o que os estimulam a fazer a prova é a possibilidade de conseguir a certificação do Ensino Médio e remição da pena.

    O calendário do Enem para os apenados é diferente. Isso por que as inscrições para esse público terminaram na última segunda-feira (03). As datas de aplicação da prova também são distintas. Ao invés deste final de semana, apenas farão as provas nos dias 9 e 10 de dezembro, nas unidades prisionais. Agora é o momento de mapear colaboradores para a aplicação das provas, que, geralmente, são servidores das secretarias de Educação e Administração Penitenciaria.

    Mas, a maior dificuldade para se submeter ao Enem é a ausência de documentação. A coordenadora do eixo Educação da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), Silvana Matias, explica que “quando eles entram nas unidades prisionais, não portam nenhum documento” e quando há uma necessidade como esta, “solicitam aos familiares dos reeducandos”.

    A maior concentração de apenados inscritos no Enem está nas cidades de João Pessoa e Campina, sendo 122 e 137, respectivamente. A predominância sempre é do público masculino, “pois eles são maioria da população carcerária”, segundo Silvana. Nesta edição, foram 67 reeducandas inscritas nas quatro unidades prisionais específicas.

    Apenas 17% de toda a população carcerária paraibana está integrados às aulas do EJA e, consequentemente, buscam mecanismos de mudar de vida. Silvana afirma que esse número é significativo, pois “há todo um trabalho árduo o ano inteiro para estimulá-los à ressocialização”, que consiste em métodos de conscientização e sensibilização, feito pelos professores.

    E o interesse dos reeducandos é perceptível na medida em que as etapas são vencidas. “Ah, eles perguntam o tempo todo sobre quando será a prova, como poderão fazer. No ano passado, os que fizeram, estavam na expectativa e divulgamos o resultado. Inscrevemos muitos no Sisu, mas nenhum passou porque estavam abaixo da nota de corte”.

    “Se eles atingirem 450 pontos em cada área de conhecimento e 500 pontos na redação, conseguem o certificado de Ensino Médio. Essa é a maior motivação de se fazer o Enem. Fora a remissão de pena. Se eles conseguirem a certificação, diminuem o tempo da pena e isso os estimula para que estudem cada vez mais”, explicou Silvana.

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