Maior parte da estrutura de sustentação do Trevo de Mangabeira está concluída

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    Os trabalhos da estrutura de sustentação do Trevo de Mangabeira estão bem adiantados. Quase 45 toneladas de ferragens, aliadas a 750 metros cúbicos de concreto, já foram utilizadas para endossar a fundação do equipamento. Esse material foi transformado em estacas firmes, fincadas no solo a uma profundidade de até 17 metros. São elas que darão segurança à escavação das alças e do viaduto. Para manter esse ritmo acelerado, serão realizadas mais alterações no trânsito nos próximos dias.

    O engenheiro André Gaspar, que é responsável pela obra, disse que os trabalhos estão dentro do cronograma previsto.  Ele ressaltou que essa etapa estrutural é imprescindível para a segurança do viaduto. “São serviços invisíveis aos olhos das pessoas que passam pelo local, já que essas estacas ficam enterradas. Porém, é a etapa mais trabalhosa e principal da obra, pois é ela que vai garantir a segurança de todo o equipamento. O resto das etapas é apenas um acabamento”, explicou.

    Ainda de acordo com o engenheiro responsável, as 800 estacas já fincadas para a contenção de arrimo das quatro alças variam de cinco a 15 metros de altura e possuem 40 cm de espessura. As 15 que fazem parte da fundação do viaduto têm 1,20 metro de largura por 17 metros de altura.

    Para fincar e concretar todas as demais estacas, será necessário ainda avançar com o canteiro de obras e, consequentemente, fazer mais intervenções no trânsito. Entre as próximas mudanças no tráfego está o isolamento de uma das pistas da Avenida Hilton Souto Maior, que segue do sentido leste para o oeste, no trecho em frente à Companhia Estadual de Habitação Popular (Cehap) até a Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social. É nessa região onde ficarão duas das quatro alças do trevo, além da fundação norte do viaduto.

    As estacas são importantes para evitar qualquer desmoronamento durante a escavação para rebaixamento da Avenida Hilton Souto Maior e das alças que interligam os acessos do trevo. De acordo com André Gaspar, antes de todo esse trabalho estrutural do trevo ter sido iniciado, foram asfaltados e recapeados cerca de 8 km de ruas em Mangabeira e Bancários. Essas intervenções beneficiaram o fluxo dos automóveis que precisam transitar pela Zona Sul.

    O projeto – Depois que o Trevo de Mangabeira ficar pronto, quem trafega pela Hilton Souto Maior passará por debaixo do viaduto se quiser seguir em frente. O viaduto vai interligar, por cima, a Avenida Josefa Taveira, em Mangabeira, e a Walfredo Brandão, nos Bancários. Para isso, o antigo girador será retirado e embaixo dele será escavado um túnel.

    Próximos passos da obra – Na segunda etapa da obra, será feita justamente a concretagem de vigas e lajes do viaduto para dar sustentabilidade à região ocupada anteriormente pelo girador. Depois é que será escavado o vão central da Hilton Souto Maior, que passará por baixo dessa região.

    Entre as demais intervenções previstas no projeto estão a construção de viaduto em concreto protendido; pavimentação asfáltica das pistas de rolamento; sistema de drenagem para as águas profundas e superficiais; iluminação ornamental; calçadas para pedestres, ciclovias; paisagismo; e sinalizações vertical e horizontal.

    200 mil pessoas beneficiadas – O trevo beneficiará diretamente cerca de 200 mil habitantes, especialmente os moradores dos bairros da zona sul da Capital. Diariamente, circulam na área uma média de 30 mil veículos entre automóveis, camionetas, ônibus, caminhões e motos. O investimento na obra é de R$ 21.104.632,83.

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