O cantor e compositor Adeildo Vieira é o convidado do projeto ‘Macacos me Mordam – Ao vivo!’, nesta sexta-feira (3), às 18h, na Fundação Espaço Cultural da Paraíba, em João Pessoa. Adeildo falará sobre a cena musical da Paraíba e de suas experiências com o Musiclube. Projeto é conduzido pelo multiartista Pedro Osmar.

Programa de estreia foi no dia 16 de junho, quando o convidado foi o cantor e compositor Milton Dornellas, com direito a bastante interação, no Centro de Documentação e Pesquisa Musical José Siqueira (com capacidade para 30 lugares). Na semana seguinte, o convidado foi o cantor e compositor Escurinho.

Já passaram pelo projeto idealizado por Pedro Osmar os seguintes nomes: José Enoch, Jessé Jel, Dida Fialho, Escurinho, Milton Dornellas, Paulo Ró, Piedade Farias, Jessé Jel, Arthur Pessoa e Jãmarrí Nogueira. O ‘Macacos me Mordam!’ também é um programa (gravado) que vai ao ar às quintas-feiras, na Rádio Tabajara FM 105.5.

Adeildo – O Brasil acabara de ser bi-campeão do mundo, no Chile, quando nasceu Adeildo Vieira. O menino franzino não queria ser jogador de futebol. Logo cedo descobriu que seria artista mesmo! O cantor e compositor saiu da terra Natal, Itabaiana, no ano de 1977, com 15 anos incompletos.

“Durante o período que vivi por lá, meu contato cultural com a cidade foi através do rádio. Por intermédio do rádio, conheci grandes mestres da música nacional, como Luiz Gonzaga, Luiz Vieira, Orlando Silva e o Trio Nordestino”, disse ele.

De lá para cá, acumulou premiações na área musical. Foi primeiro lugar no Festival da Universidade da Paraíba (1997), com a música “Manus Manus”; terceiro lugar no Festival do Sesc (1998), com a música “Cara de Santo”; Troféu Imprensa (2000), com o disco “Diário de Bordo”; primeiro lugar no Festival do Cefet/PB (2004), com a música “Cais”. E por aí vai…

Uma tragédia marca a vida de Adeildo. Seu pai – Edísio Vieira dos Santos – foi um maquinista da Rede Ferroviária Federal e faleceu no exercício do trabalho: o trem em que ele estava descarrilou, em 1975.  O artista mudou-se com a família para a capital paraibana, devido ao êxodo rural, em busca de novas oportunidades, e uma vida melhor.

Em 1977, ele foi aprovado em um processo seletivo para cursar mecânica na Escola Técnica Federal da Paraíba. No ano de 1980, descobriu a música espontaneamente, enquanto cursava engenharia mecânica na UFPB. Obviamente, largou tudo. ”O violão e a música mexeram demais com a minha cabeça e mudaram meus rumos completamente. Depois, fiz jornalismo. Descambei por um bocado de caminhos”.

Sua primeira apresentação com show montado foi em 1983, no começo do ano, em Jaguaribe. Sozinho tocando canções de sua autoria. Um ano depois, já no Musiclube, fez seu primeiro show com banda, em 6 de junho de 1984. E essa década marca seu contato intenso com o Jaguaribe Carne, que é importante na construção de sua carreira.

Segundo Adeildo, o Musiclube da Paraíba foi muito importante para a sua formação estética e política. Este movimento ensinou que o artista deve ter consciência de que, quando está no palco, existe o público de um lado e os bastidores de outro.

Ele participou de um grupo chamado Mama Jazz. Também foi uma criação de Pedro Osmar, junto com o artista africano Guilherme Semmedo. E participou do seu CD “Diário de Bordo”, é de Guiné Bissau. Do grupo participaram, entre outros, Gláucia Lima, Guilherme Semmedo, Euclides Aguiar e Jorge Negão.

Em 2015, Adeildo com mais de 30 anos de carreira prepara-se para uma nova etapa. Trata-se do CD África de Mim, em que ele aprofunda a relação da sua música com a cultura africana. O artista segue em frente, supera barreiras e adversidades. Ele persiste produzindo sua arte com talento, bom gosto e qualidade. Mais recentemente, concluiu o mestrado em Jornalismo, apresentando dissertação sobre o Maestro Chiquito.

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