Novo presidente do PSL, o vereador de João Pessoa Lucas de Brito afirmou que já planeja viajar por toda a Paraíba para unificar o partido. Em entrevista ao Paraíba Já, na manhã deste sábado (16), ele rebateu as críticas do deputado estadual Tião Gomes, que foi deposto de seu cargo pela Executiva Nacional para sua ascensão na liderança do partido.

Lucas revelou que o PSL não tinha estrutura partidária suficiente, pois a gestão anterior manteve o partido desorganizado e sem capacidade de formar, autonomamente, um Diretório Estadual constituído.

“Eu compreendo a chateação de Tião, mas discordo respeitosamente. O PSL não tinha uma estrutura partidária mínima sequer para realizar uma eleição, nem uma convenção estadual. Nosso estatuto prevê que são necessários 10%, ou seja, 23 diretórios municipais constituídos formalmente para que a gente esteja autorizados para fazer uma convenção estadual para a escolha de nossos dirigentes. O fato é que nesses últimos 12 anos, o partido só conseguiu registrar no TRE oito diretórios, incluindo o de João Pessoa, que até então presidia. Então, o partido não tinha organização, não podia fazer convenção, precisar deliberar a renovação do partido com os votos da Executiva Nacional e esses votos foram colhidos. Foi a Executiva Nacional quem noticiou isso ontem, eu sequer sabia que essa decisão sairia ontem”, justificou.

De acordo com Lucas, o deputado teria sido até “deselegante” para com o movimento Livres, que objetiva renovar o PSL em todo o Brasil.

“Vinha conversando com o Livres já há algum tempo, na verdade eu participei do meu primeiro curso de imersão no movimento em junho de 2016, em São Paulo, durante todo um final de semana. E nessa semana, quando a gente teve oportunidade de falar sobre o Livres na Câmara, o deputado Tião foi até descortês e deselegante com os membros da nacional que estava aqui, chamando-os de “meninos buchudos”. Isso no começo da semana. Talvez isso até tenha precipitado a mudança do partido. Eu, por outro lado, vejo que a alternância de poder em partido político deveria ser a regra”, declarou.

Para ele, não houve “traição” contra Tião Gomes, mas sim um processo de mudança na estrutura interna do PSL, que ocorre em todo o país, que poderá culminar na mudança definitiva do nome da legenda para “Livres”.

“A gente não pode fechar os olhos para a renovação que está acontecendo no PSL. Já tinha nove estados que havia feito essa renovação, a Paraíba foi o décimo e não será o último”, afirmou.

E fala sobre o desafio que será pregar o novo conceito partidário, assim como presidir a legenda a nível estadual.

“Eu estou me propondo a fazer uma peregrinação em toda a Paraíba para levar a ideia do movimento Livres, que é um movimento de renovação do PSL. É um movimento que tem uma pauta bem definida e que se propõe o tamanho e o papel do Estado brasileiro neste século XXI. Construir um alinhamento de discurso, no ponto de vista ideológico, em um Estado que possui 223 municípios, é um grande desafio”, declarou.

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