Lixo hospitalar é descartado irregularmente em terreno baldio em Campina Grande

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Desde segunda-feira, 7, alguns locais de Campina Grande estão sem receber a coleta de lixo realizada por profissionais da empresa terceirizada Light. Essa é a quinta vez na gestão do prefeito Romero Rodrigues (PSDB) que a cidade fica sem a devida coleta seletiva. Na tarde desta quinta-feira (10) moradores do bairro da Palmeira na Rua 15 de Novembro, registraram despejos de lixo hospitalar jogados num terreno baldio nas proximidades da rádio Campina FM.

Essa é pelo menos a quinta vez durante a gestão do prefeito Romero Rodrigues em que a cidade fica sem a coleta seletiva de lixo, o que tem incomodado os campinenses. Segundo moradora Rosa Bernardes de 52 anos do bairro do Centenário o fedor do acumulo de lixo traz diversos prejuízos para a população. “Com o acumulo de lixo vem o as infestações de moscas e ratos pelo bairro, peço ao prefeito que não permita que isso continue a ocorrer na nossa cidade”, disse.

Em primeiro de novembro do ano passado os Auditores-Fiscais do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho e Emprego – GRTE de Campina Grande (PB) atuaram a empresa contratada pela prefeitura para fazer a coleta de resíduos sólidos ao flagrarem situações de grave e iminente risco para a vida dos trabalhadores.

Vários fatores levaram os Auditores-Fiscais a atuarem a empresa contratada pela prefeitura, entre eles, o transporte dos trabalhadores, em pé no estribo do caminhão coletor, deixando-os vulneráveis a quedas ou lançamento para fora do caminhão. Segundo os Auditores-Fiscais a empresa não fazia a manutenção regular nos equipamentos, que apresentavam diversos defeitos, expondo os trabalhadores a riscos de acidentes.

A prorrogação da jornada de trabalho também foi constatada pelos Auditores-Fiscais do Trabalho, que verificaram a irregularidade ao inspecionar os arquivos do sistema de ponto eletrônico. Nas entrevistas com os trabalhadores a infração foi confirmada.

A falta de vacinação dos trabalhadores também foi constatada. A vacinação é obrigatória, pois a atividade é considerada insalubre em grau máximo e os trabalhadores estão sujeitos à contaminação pelo contato direto e indireto com o lixo.

Durante essa quinta paralisação diversos bairros de Campina ficaram sem a coleta de lixo como: Alto Branco e Jardim Tavares; Conceição, bairro das Nações e parte do Alto Branco; Monte Santo, Palmeiras, Centenário, parte de São José da Mata e Bela Vista; Bodocongó, conjuntos Severino Cabral e Universitário; Bodocongó III, Chico Mendes e Ramadinha II; Sonho Meu; Grande Campina, Malvinas e Caic; Liberdade, Dinamérica, Rocha Cavalcante, Cinza, Verdejante e Parte do Santa Cruz; Pedregal, São Januário; Distrito de São José da Mata; Cuités, Jardim Continental, Vila dos Teimosos, Morro do Urubú, Novo Bodocongó, Ramadinha I, Grande Centro, Parte do São José e Parte da Prata e Centro.

De acordo com o secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Geraldo Nobre, os profissionais contratados de várias empresas estão realizando uma paralisação, mas, segundo ele, a coleta deve voltar ao normal ainda, ontem (09). Conforme o secretário, as reivindicações em Campina Grande, por parte dos agentes de limpeza urbana, não têm nada a ver com a prefeitura, pois estão ligadas à empresa que ganhou a licitação na cidade para realizar o trabalho.

 

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