“Se tomarem mais depoimentos todos se contradizem”. Afirmou o deputado estadual Raoni Mendes (DEM), sobre os depoimentos contraditórios dos funcionários da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), em relação aos 33 veículos irregulares que teriam transportado as 200 toneladas de lama, resíduo sólido, durante a execução do desassoreamento do Parque Solon de Lucena, a Lagoa.

O parlamentar acredita que a medida que as investigações se aprofundem “mais lama” irá aparecer, sobre o lixo da Lagoa.

“E temos que aprofundar ainda mais as investigações, pois, quanto mais detalhe mais lama aparece, afinal não é fácil esconder 200mil toneladas”, alfinetou.

Contradições 

Acredite se quiser: para justificar os 33 veículos irregulares que teriam transportado as 200 toneladas de lama, resíduo sólido, durante a execução do desassoreamento do Parque Solon de Lucena, a Lagoa, a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) alega ter escalado apenas dois fiscais da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) para anotarem as placas. O problema é que os dois fiscais possuem graves problemas de visão.

A PMJP garante, para a Controladoria-Geral da União (CGU), Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), que toda a remoção do solo mole foi feita durante a noite e madrugada de dias úteis e feriados.

Provocado pelo procurador da República responsável pelo inquérito civil que tramita no MPF para investigar improbidade administrativa no Caso Lagoa, Yordan Delgado, o secretário de Infraestrutura Cássio Andrade apresentou Ailton Lima da Silva e Sebastião Barbosa de Oliveira como os dois fiscais noturnos que teriam anotado as placas dos caminhões que levavam o solo mole até o Aterro Sanitário Metropolitano.

Os dois foram convocados para oitivas, que compõem material do inquérito civil. Afinados, tentaram atestar a defesa da PMJP de que poderia haver erro nas anotações das placas e justificar as 33 motocicletas e carros de passeio que constavam na lista entregue pela PMJP aos auditores da CGU e que até o momento ainda não foram plenamente explicadas.

Acontece é que os dois servidores, contratados pela PMJP desde a década de 1980, possuem problemas de visão e que prejudicou para que várias placas pudessem ser enxergadas plenamente, principalmente em dias de chuva.

Ailton afirma que tem glaucoma e que usa óculos. Já Sebastião diz que possui astigmatismo e usa óculos com grau 6,5 e 8,5.

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Com a pressão das investigações da Operação Irerês, o secretário de Infraestrutura de João Pessoa Cássio Andrade passou a responsabilidade para dois funcionários da Prefeitura pelo suposto erro dos 33 veículos irregulares, entre motocicletas e carros de passeio, que teria transportado as 200 mil toneladas de “lixo” da reforma do Parque Solon de Lucena, a Lagoa.

Com isso, o procurador da República Yordan Delgado, responsável pelo inquérito civil que investiga o caso, convocou os dois funcionários. O Paraíba Já teve acesso ao depoimento de um deles. Trata-se de Ailton Lima da Silva, que trabalha na PMJP desde 1984 e trabalha no setor de topografia.

De acordo com o depoimento, Ailton afirmou que ele e mais outro servidor dividiam a função de anotar as placas dos caminhões que transportava o resíduo sólido da Lagoa.

Porém, desde o primeiro momento a Prefeitura alega que a retirada deste material ocorria nas noites de segunda a sexta-feira, e nos feriados durante o dia. Já Ailton contradiz a defesa da PMJP e alegou que o serviço também era realizado nos finais de semana e durante o dia.

Ele ainda afirmou que sentia dificuldade para anotar as placas por conta de um problema de visão e que usava um óculos com grau 1 e 1,5.

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