Jornalista revela motivos para Ricardo terminar mandato e não ser candidato

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O jornalista Marcos Wéric publicou em sua coluna no jornal A União desta sexta-feira (30) os motivos que levaram o governador Ricardo Coutinho (PSB) a terminar o mandato e não se candidatar a nenhum cargo nas eleições de 2018.

Confira abaixo o texto.

O “Fico” de Ricardo

Quem conversa com pessoas próximas ao governador Ricardo Coutinho (PSB) sabe que a informação que se tornou pública essa semana de que ele vai permanecer no mandato até o
fim, ou seja, não se desincompatibilizará para disputar uma das vagas do Senado nas eleições
de 2018, ronda a mente do socialista há algum tempo e ele próprio já falou sobre essa possibilidade algumas vezes.

Porém, na terça-feira que antecedeu o São João, o governador Ricardo Coutinho comunicou
à vice-governadora Lígia Feliciano (PDT), sua decisão de ficar no governo, “frustrando” assim, os planos e o sonho da doutora de assumir o governo a partir de abril.

A notícia caiu como uma bomba no meio político e causou reações diversas. Alguns comemoraram, outros duvidaram e outros desacreditaram, acreditando, que tudo não passa
de “blefe” do governador. Porém, repito, quem ronda o governador o mais íntimo que ele permite (e isso não é muito), sabe que essa possibilidade é real.

Fontes ouvidas pelo colunista, revelaram três motivos que estão sendo levado em consideração pelo governador para se manter no cargo até 31 de dezembro de 2018.
O primeiro, segundo as fontes, é a que mais está pesando e é a que mais se afasta das estratégias políticas e administrativas. É estritamente pessoal. Ricardo não está digerindo bem a possibilidade de ficar longe do filho mais novo, em primeiro lugar pelo que ele representa e em segundo pela situação jurídica que envolve a guarda do menino.

O segundo motivo é administrativo. Ricardo teme que com sua saída e as inevitáveis mudanças que ocorrerão num “novo” governo, o ritmo das obras que ainda estão em execução seja reduzido e não seja possível a entrega até o fim do mandato.

A preocupação não tem nada a ver com confiança ou a falta dela, na vice-governadora,
Lígia Feliciano. Mas todos sabem qual o ritmo e a cobrança que Ricardo impõe a sua equipe e
isso é uma característica pessoal, que pode ser perdida numa transição de governo.
E o terceiro motivo é o político. O governador acredita que a única forma de ele lançar
um candidato de sua estrita confiança, que ele acredita ter a capacidade de dar sequência ao
seu governo, é ficando na cadeira, mantendo o ritmo do governo durante a campanha e apresentando um nome que ele possa garantir aos paraibanos que vai manter a marca Ricardo Coutinho de governar a partir de 2019, quando ele não mais ocupar o cargo.

Portanto, o comunicado de Ricardo aos “Feliciano”, não tem nada de blefe. Ele pode até
mudar de ideia daqui para abril (prazo final para desincompatibilização), mas hoje esta decisão está tomada e o socialista acabou sendo correto com a vice e seu marido, o deputado federal Damião Feliciano, uma vez, que estratégia do grupo “Coração para Coração” para 2018, já estava toda montada com Lígia sendo a governadora.

Em isso não acontecendo, muda tudo, e foi bom, eles não serem pegos de surpresa.

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