Jornalista paraibano explica entrevero com o deputado Manoel Jr e desabafa nas redes sociais

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    O jornalista Wellington Farias, na manhã desta terça-feira (6) desabafou em seu perfil do Facebook sobre a discussão que teve com o deputado Manoel Junior, durante um programa de rádio na semana passada. Ele reafirma que se sente ameaçado e que qualquer coisa “ruim e de forma premeditada acontecer” a ele e sua família, será atribuída ao peemedebista.

    Ele ainda relembra que nunca fez acusações contra o deputado e que criticou a mudança de postura do deputado com relação a presidente Dilma Rousseff (PT), quando foi cotado ao Ministério da Saúde.

    A reportagem do Paraíba Já entrou em contato com a assessoria de Manoel Junior, que afirmou que o deputado prefere “não perder tempo com esse assunto”.

    Leia abaixo texto na íntegra:

    Acerca de Truculência e solidariedade

    COMO É MELHOR PREVENIR A REMEDIAR, E FACE AOS CONSELHOS QUE TENHO RECEBIDO, FAZ-SE NECESSÁRIO UM ALERTA PUBLICO: O QUE PORVENTURA ACONTECER DE FORMA PREMEDITADA, DE RUIM, COMIGO, COM MINHA MULHER E MEUS FILHOS, DE AGORA POR DIANTE, NOSSA FAMÍLIA ATRIBUI AO DEPUTADO FEDERAL MANOEL JÚNIOR.

    Pois bem, quero agradecer, do fundo da minha alma, a todos que se manifestaram com apoio e solidariedade a mim e à minha família face a atitude truculenta e ameaçadora do deputado Manoel Júnior, contra a minha pessoa, durante o intervalo do programa Correio Debate, na última sexta-feira. Desde então, tenho recebido centenas de telefonemas, mensagens virtuais e a visita de gente de todas as correntes de pensamento e credo, seja na minha casa, em João Pessoa, seja em Serraria, onde dou aulas num projeto voluntário nos finais de semana.

    Um agradecimento muito especial (meu, da minha mulher e dos meus filhos) ao jornalista Victor Paiva que, em dado momento, teve a responsabilidade de interromper a fala do deputado Manoel Júnior para dizer-lhe que ele não falava a verdade quando disse que o ataquei ao longo da semana nos microfones.

    O mais grave ocorreu, porém, durante o intervalo do programa na seguinte situação: microfones desligados e, portanto, os fatos longe do alcance dos paraibanos e ouvintes; uma bancada de jornalistas que tocam o programa em estado de perplexidade, mais os colegas da redação da emissora em estado de choque assistindo a cena pelo vidro.

    Detalhe: antes eu tinha sido orientado por superiores para dar um bom tratamento a Manoel Júnior, que ja vinha de uma frustração com a historia do ministério etc.

    Em 39 anos de profissão, jamais senti a minha integridade física tão ameaçada.E o que é pior e mais triste para um profissional: a sensação absoluta de vulnerabilidade em pleno exercício da profissão, diante do estado colérico em que se encontrava o deputado Manoel Júnior: de dedo em riste me ameaçando todo o tempo. Alguns dos meus colegas de estúdio ficaram em estado de choque, e um dele alertou o diretor da empresa, em seguida, que de outra vez tomasse providencias porque, por pouco, ele não abandonara o estúdio em prantos, com medo da situação protagonizada pelo deputado Manoel Júnior. Quase todos chegamos a uma conclusão: Manoell Júnior não foi ali para dar entrevista, mas para me encurralar e me ameaçar. Quanto a isto, não restou a menor dúvida.

    Também foi unânime a conclusão de que, sobre mim, o deputado foi descarregar a sua ira contra o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, que numa rede nacional de TV lhe fez severas criticas contra a sua reputação, dois dias antes; descarregar a sua frustração por ter-se imaginado ministro de Dilma (PT), mas viu que tudo não passava de um sonho…

    Desde então, eu, minha mulher e meus filhos, estamos em estado de choque, sobretudo porque frequentamos igrejas, restaurantes, corredores e salas de parlamentos, tribunais, universidades onde ouvimos histórias não muito recomendáveis sobre comportamentos de violência e truculência do deputado Manoel Júnior.

    Detalhe: nunca, em tempo algum, fiz qualquer critica severa ao deputado Manoel Júnior, com quem sempre mantive uma relação cordial. Apenas havia dado o “pitaco”, ha cerca de dois dias antes do episódio, de que ele “não seria ministro de Dilma”. Entre outras razões por causa de um relatório de uma CPI, que nem disse do que se tratava. E estes são fatos que pesam demais na hora de escolha de um ministro, sobretudo num governo na situação de vulnerabilidade como está o de Dilma agora. Qualquer um sabe disso.

    Destaco que só agora escrevi este texto, porque precisava me recompor do estado de choque; recuperar equilíbrio emocional para não botar os pés pelas mãos.

    No mais, que Deu proteja a mim e aos meus nesta hora…

    PS: Queiram me desculpar pelos erros além dos habituais. É que não é mole o tal estado de medo. E medo só quem não tem são os loucos. Tentarei ser corajoso, superando os meus…

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