Enfim, a Justiça Federal suspendeu o sigilo das investigações sobre denúncias de superfaturamento nas obras de requalificação do Parque Solon de Lucena, a Lagoa, que correm na Polícia Federal e no Ministério Público Federal. Isso significa que desde ontem quando a informação foi divulgada em primeira mão pelo site paraibaja.com.br, através de sua “fuçadora” editora Edilane Ferreira, qualquer cidadão pode ter acesso ao processo e aos detalhes que cercam a investigação.

 

Para o procurador federal, Yordan Delgado, que está a frente das investigações no âmbito do Ministério Público Federal, não há dúvidas: o superfaturamento está comprovado.

 

Isso também significa que tanto o inquérito civil no MPF, quanto o penal na Policia Federal, estão avançando e avançando em direção a Prefeitura Municipal de João Pessoa, ao contrário do que tenta esconder o staff do prefeito Luciano Cartaxo (PSD). Na própria decisão da juíza, Cristiane Lage, é deferido um pedido da Procuradoria Geral do Município, “pessoa jurídica beneficiaria da obra que teria sido atingida pelo suposto superfaturamento”.

 

Os prejuízos para imagem do prefeito Luciano Cartaxo com o desenrolar os fatos ainda são incalculáveis e vai depender dos próximos passos da Operação Irerês. Vamos ter prisões? Vamos ter delação? Alguém próximo ao prefeito será atingido? Será preso? O prefeito será implicado?

 

As respostas para essas perguntas serão respondidas com o passar do tempo e a medida que se aproxima a eleição, os impactos são ainda mais destrutivos.

 

Aliado a isso, está o momento político delicado que atravessa o prefeito da Capital, num notório e cada vez mais próximo abandono de alguns aliados que devem optar pela candidatura do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB).

 

Portanto, por ironia do destino, a obra que garantiu a reeleição do prefeito Luciano Cartaxo em 2018, pode ser a mesma que vai lhe tirar da disputa em 2018.

Por Marcos Wéric

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