Inauguração da nova Lagoa faz um ano em meio às investigações da PF

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A reforma do Parque Solon de Lucena (Lagoa) completa um ano sob os holofotes das investigações que a Polícia Federal (PF) faz da obra com suspeita de superfaturamento e desvio de recursos públicos

E não só de investigações sobre corrupção que circunda a obra de um dos cartões postais mais importantes da Capital. Muitos problemas apareceram no local poucos dias depois que foi inaugurado.

A reforma feita na Lagoa já apresentou problemas na ciclovia, que ficou completamente deteriorada com as primeiras chuvas que recebeu. Além disso, o tão sonhado fim dos alagamentos no local não ocorreu com a obra. Apesar do projeto urbanístico implementado pela Prefeitura, velhos problemas provocados pelas chuvas continuam.

Investigações

Orçada em mais de R$ 40 milhões, a obra da Lagoa é alvo de muitas polêmicas. A Polícia Federal tem três inquéritos abertos para investigar possíveis irregularidades na execução dos serviços.

De acordo com o Ministério Público Federa, as investigações são por conta da construção do túnel, desassoreamento do local e construção do muro de contenção da Lagoa. O delegado da Polícia Federal, José Juvêncio de Almeida Neto, está à frente das investigações.

As suspeitas sobre irregularidades na obra da existem desde que a Prefeitura de João Pessoa anunciou que retirou de dentro da Lagoa mais de 200 mil toneladas de lixo. A Controladoria Geral da União (CGU) chegou a apontar um superfaturamento de R$ 10 milhões na obra.

Operação Irerês

A Operação, que investiga superfaturamento de R$ 6,4 milhões no projeto de revitalização da Lagoa do Parque Solon de Lucena, resumiu-se até agora a aprender documentos e equipamentos em escritório e residência de sócios da empresa contratada pela PMJP para realizar a obra.

Ao indeferir a busca e apreensão na Seinfra municipal, o juiz federal Manuel Maia de Vasconcelos Neto, da 16ª Vara (Penal) da Justiça Federal na Paraíba, argumentou que a Seinfra já prestara os esclarecimentos necessários e fornecera os documentos solicitados pelos investigadores.

Segundo apurou a Controladoria-Geral da União (CGU), a ‘reforma da Lagoa’ causou prejuízo estimado em R$ 6,4 milhões aos cofres públicos, principalmente em razão de suposto sobrepreço nos serviços de escavação de um túnel que deveria escoar a água da Lagoa no Rio Sanhauá, para evitar os tradicionais alagamentos do anel viário interno do parque a cada inverno.

Tráfico de influência

Como dizem, parece que o buraco pode ser mais embaixo quando se trata da obra de revitalização do Parque Solon de Lucena (Lagoa). Isso porque o líder da oposição Bruno Farias (PPS) denunciou na Câmara de João Pessoa (CMJP), na manhã da última quarta-feira (7), um esquema de tráfico de influência para facilitar a liberação de recursos destinados à execução da obra, que tem mais de 90% custeio pelo Governo Federal.

De acordo com o parlamentar, durante o período de execução da obra, havia parentes do secretário de Infraestrutura de João Pessoa, Cássio Andrade, como funcionário da empresa Compecc, que foi quem realizou a etapa de drenagem e dragagem, em que foram constatadas pela Controladoria Geral da União (CGU) desvio de mais de R$ 6 milhões; funcionária da Gerência de Governo (Gigov) da Caixa Econômica Federal; e servidor da Seinfra.

Os documentos apresentados pela oposição apresentam uma situação no mínimo inusitada, para não dizer suspeita. A esposa do secretário Cássio Andrade, Luciana Maroja, é servidora do Gigov de João Pessoa, setor da Caixa responsável por fiscalizar obras que possuem recursos liberados pela instituição, como no caso da reforma da Lagoa.

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