Imprensa nacional destaca infidelidade partidária de Luciano Cartaxo

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Um levantamento feito pelo portal Uol neste domingo revela que o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, está entre os candidatos à reeleição nas Capitais que mudaram de partido. No total, um a cada quatro candidatos não mantiveram a fidelidade partidária e trocaram de legenda.

Em entrevista ao portal, Cartaxo afirmou ter deixado o PT por conta da crise política. “O cenário de crise nacional vivido pelo PT não refletia o ritmo e os resultados apresentados pela administração municipal. Foi uma decisão refletida e discutida intensamente”, informou.

Confira abaixo a matéria do Uol na íntegra.

Nas capitais, um em cada quatro candidatos à reeleição deixou partido

A fidelidade partidária nunca foi um forte da política brasileira, e uma prova disso pode ser vista nessas eleições municipais. Um em cada quatro prefeitos de capitais que tentam a reeleição em 2016 saiu do partido em que venceu a disputa há quatro anos.

Ao todo, 20 dos 22 prefeitos –entre os que podem– tentam a reeleição.

Em cinco capitais, o chefe do Executivo mudou de legenda: Roberto Cláudio, em Fortaleza, deixou o PSB e concorre agora pelo PDT; Luciano Cartaxo, em João Pessoa, trocou PT por PSD; Edivaldo Holanda, em São Luís, saiu do PTC para o PDT; Carlos Amastha, em Palmas, deixou o PP para ir ao PSB; e Clécio Luís, em Macapá, foi do PSOL para a Rede.

A mudança de partido não é causa para perda de mandato. Em maio de 2015, o STF decidiu que a regra da fidelidade partidária não se aplica para cargos majoritários, como é o caso de prefeitos.

Em quatro desses casos, os candidatos terão de enfrentar os antigos partidos –apenas em São Luís o ex-partido aceitou se coligar com o atual prefeito. Edivaldo Holanda afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a mudança foi uma estratégia eleitoral: “O PTC, legenda pela qual se elegeu, não teria tempo no horário eleitoral, e o PDT é um partido do arco da aliança que elegeu Flávio Dino [PCdoB], governador do Maranhão [que é seu aliado político]”.

Roberto Cláudio, de Fortaleza, foi quem mais mudou de partido: deixou o PSB para o Pros, de onde saiu para se filiar ao PDT, onde está agora. Ele vai enfrentar nas urnas o candidato do partido que o elegeu: Heitor Férrer, bola da vez dos socialistas cearenses.

As mudanças de Cláudio sempre seguiram a dos seus líderes políticos, os irmãos Cid e Ciro Gomes, que o lançaram a prefeito e apoiam sua reeleição. Cid e Ciro saíram do PSB pouco antes de Eduardo Campos, que morreu em agosto de 2014, se lançar candidato à Presidência naquele ano. Os Gomes apoiaram a reeleição de Dilma e defendiam que Campos pleiteasse uma candidatura a vice da petista.

Crise e gratidão
O PT perdeu Luciano Cartaxo, em João Pessoa. O prefeito deixou o partido fazendo críticas à legenda e vai enfrentar a candidatura petista do Professor Charliton –que tem como mote principal de campanha um discurso duro contra a atual gestão do governo municipal.

Ao UOL, Cartaxo afirmou ter deixado o PT por conta da crise política. “O cenário de crise nacional vivido pelo PT não refletia o ritmo e os resultados apresentados pela administração municipal. Foi uma decisão refletida e discutida intensamente. A população aprovou a mudança para o PSD e os motivos que levaram Cartaxo a sair do PT. A população entendeu que João Pessoa não poderia sair do foco, por uma crise de partido em âmbito nacional. Prova disto é a ampla aprovação popular da gestão Luciano Cartaxo”, informou o prefeito, por meio de sua assessoria.

O prefeito de Palmas, Carlos Amastha, mudou do PP para o PSB. Ele afirmou que a alteração na sigla ocorreu por uma adequação ideológica. “Precisava de uma política que se adequasse aos meus ideais”, disse.

“Minha entrada na política foi muito mais casualidade que um desejo. Comecei a discutir tanto a cidade que veio a ideia. E no PP eu tinha um monte de amigos. Quando souberam do meu interesse, me chamaram. Mas no PSB eu entrei por convicção, não por conveniência. Eles têm uma agenda ampla de discussão de mobilidade, moradia, eu tinha admiração muito grande pelo Eduardo Campos. Mas saí pela mesma porta grande que entrei, só tenho a agradecer ao PP”, completou Amastha.

Em Palmas, o PP decidiu apoiar Cláudia Lelis (PV) na candidatura à Prefeitura de Palmas.

Em Macapá, o PSOL perdeu seu único prefeito eleito em capitais em 2012, Clécio Luiz, que ingressou na Rede, de Marina Silva. Procurado pelo UOL, ele não respondeu ao questionamento do porquê da mudança do partido.

Em setembro de 2015, quando deixou o PSOL ao lado do senador Randolfe Rodrigues (Rede), Luiz divulgou carta em que justificou a saída como uma forma de aumentar o leque de aliados para o governo.

“Vivemos uma conjuntura especial e há condicionantes que me obrigam a tomar decisões difíceis. Sou prefeito de Macapá, também com muito orgulho. Esta tarefa me impõe imensos problemas a resolver. Problemas que exigem relações políticas mais amplas, capacidade de fazer alianças maiores”, disse o prefeito, que também se colocou como um admirador do PSOL. Porém, assim como nas outras capitais, não terá apoio do ex-partido. Em Macapá, o PSOL não lançou candidato nem formou coligação com ninguém para a eleição a prefeito.

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