Imprensa nacional destaca atuação do projeto Prima em favor da inclusão social

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    O portal Catraca Livre publicou reportagem sobre o trabalho do projeto Prima, desenvolvido pelo Governo do Estado. A matéria ressalta a importância desta iniciativa como fortalecimento das bases educacionais e sociais de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

    Leia a matéria abaixo:

    Os dias andam turbulentos na sociedade brasileira que, dentre muitos desafios, debate a lei para reduzir a idade penal. Seja qual for o resultado, porém, ele será frustrante, e só confirmará nossa inoperância na educação infantil.

    Mas há quem não se contente em esperar pelos resultados de uma ainda distante Pátria Educadora, gente que não fica presa às convenções e inova na esperança de ajudar a sociedade a diminuir nossa minoridade educacional. É o caso do governador reeleito da Paraíba, Ricardo Coutinho.

    Sob sua gestão nasceu, há pouco mais de dois anos, o PRIMA – Projeto para Inclusão Social pela Música e Arte. Mas o que o difere de outros projetos similares, como o da Venezuela e o da Bahia? No PRIMA, a implementação de orquestras juvenis e infantis se dá em escolas públicas de altíssimo risco social e faz apenas uma exigência: para participar das oficinas de música e integrar as orquestras os alunos devem ter frequência escolar e boas notas.

    Tocado pelo maestro Alex Klein, o projeto é uma alavanca de mudança, um inovador programa de ensino orquestral em escolas públicas da Paraíba, desde João Pessoa até Catolé do Rocha, no cafundó do sertão. Os polos de ensino até agora instalados se desenvolvem em locais de pobreza, comunidades violentas onde os moradores convivem com o crime, famílias são destruídas pela droga, crianças são vendidas aos traficantes para pagar dívidas, pais mortos, na prisão, ou desaparecidos. Onde as meninas pouco frequentam a escola porque precisam cuidar dos irmãos menores e fazer o serviço de casa enquanto os pais trabalham ou sobrevivem de um lixão. São nessas regiões profundamente marcadas pela desigualdade e em situação de maior vulnerabilidade que o PRIMA vem ganhando espaço.

    Mas sabe o mais importante? É que esse projeto não busca apenas por resultados musicais. Seu principal foco é ser uma verdadeira escola de vida. O jovem aprende a importância da disciplina, desenvolve o carácter, incentivando-se nele o respeito ao próximo, o trabalho em equipe, e a responsabilidade. A música lhe dá a oportunidade de se expressar, e ele se sente valorizado quando percebe que está construindo algo importante.

    Veja alguns resultados do Prima em dois anos de existência: mais de 7 milhões de reais foram investidos em equipamentos musicais para atender 12 polos principais e vários outros secundários, servindo mais de 80 escolas públicas, 1500 alunos, e contando com cem professores. E o mais importante: 100% dos alunos que frequentam as oficinas musicais passaram de ano por média em suas respectivas escolas, com mais assiduidade e menos problemas familiares.

    Isso prova que, diante de um projeto que a toca de perto, a criança se envolve, se concentra, estuda mais profundamente um assunto, começa a perceber que pode sair da irrelevância. O PRIMA tem o poder de tirar uma criança das ruas para tocar Carl Orff, Mozart, Mahler. Só para começar.

    Nas palavras do compositor Chico César, “o PRIMA é uma revolução silenciosa que está fazendo muito barulho”. É ou não é um projeto que merece ser divulgado… a toque de trombeta?

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