Hugo Motta confirma depoimento de Renato Duque à CPI da Petrobras

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    O presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), informou nesta quarta-feira (11) que a comissão irá ouvir o ex-diretor de Serviços Renato Duque na quinta-feira (19) da próxima semana. Convocado a prestar depoimento na comissão, Duque é obrigado a comparecer.

    Suspeito de receber propina de contratos superfaturados da Petrobras, Duque chegou a ser preso, mas foi solto por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) com a condição de não deixar o Brasil. O ex-diretor foi apontado por ao menos quatro delatores como a pessoa responsável de negociar e cobrar de 2% a 3% de comissão no valor dos contratos.

    “Já está confirmada a oitiva do Duque para a quinta da semana que vem”, afirmou o deputado paraibano. Ele irá fazer o comunicado oficial na sessão convocada para esta quinta (12). Suspeito de receber propina de contratos superfaturados da Petrobras, Duque chegou a ser preso, mas foi solto por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) com a condição de não deixar o Brasil.

    Duque teria aberto contas no exterior para receber as quantias e mudou regras da estatal para facilitar a contratação das empreiteiras que formavam um cartel para realizar as obras. O ex-diretor é apontado como operador do PT dentro da estatal, mas o partido nega relação com ele.

    Subordinado a Duque, o ex-gerente de Serviços Pedro Barusco, que assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público, afirmou em depoimento à CPI na terça-feira (10) que o ex-diretor tratava com o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para o pagamento das propinas. Vaccari nega.

    Em depoimento prestado à Polícia Federal em novembro, Duque negou participação no esquema e também disse desconhecer caso de corrupção na Petrobras.

    Ele confirmou, porém, ter recebido R$ 1,6 milhão da construtora UTC, mas disse que o valor era referente a pagamentos por serviços de consultoria que prestou após deixar a Petrobras.
    O ex-diretor também disse não saber que Barusco tivesse recebido propina ou mesmo que mantivesse contas bancárias no exterior.

    Sobre o tesoureiro do PT, Duque confirmou que que o conhece e que esteve com ele algumas vezes, mas negou que o tivesse visto na sede da Petrobras.

    As informações são do G1.

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