Haja coração! João Pessoa Espectros vence e conquista título inédito

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    Foi sofrido. Angustiante. Até o fim. Foi mais difícil e dramático do que muitos podiam supor, mas, enfim, o João Pessoa Espectros é maior que o Nordeste. É campeão brasileiro de futebol americano. Depois de dois vice-campeonatos seguidos contra o Coritiba Crocodiles, os Fantasmas venceram neste domingo justamente o algoz das duas últimas temporadas. Em casa, no Estádio Almeidão, em João Pessoa, fizeram 23 a 22 e conquistaram o título inédito. Com garra, suor, choro. Quebraram a sequência do rival. Chegaram ao topo. Merecidamente.

    De novo com uma virada no último segundo. De novo em um chutaço de Diego Aranha. Como já havia acontecido na decisão da Superliga Nordeste, o Espectros conseguiu o ponto do título quando o cronômetro já denunciava o fim do jogo. E foi também o fim da espera. Uma espera que já durava quatro anos: no primeiro, queda ainda nas semifinais; nos dois anos seguintes, derrota na final para o mesmo Crocodiles, adversário de hoje. E agora, a redenção. O título. A conquista. A festa.

    Mas não foi fácil. Longe disso. Num jogo em que o time paranaense buscava com todas as suas forças o tricampeonato seguido, o Espectros precisou virar a partida em três momentos. O último deles – o decisivo – gerou uma explosão em preto e vermelho nas arquibancadas do Almeidão. Para festejar o título inédito.

    Haja coração! João Pessoa Espectros vence e conquista título inédito

    Jogo disputado e a primeira virada

    O jogo começou quente, com duas roubadas de bola logo nos primeiros segundos. Primeiro o Espectros roubou a bola do Crocodiles a 15 jardas de conseguir o seu primeiro touchdown. Mas, na tentativa dos donos da casa de abrirem o placar, os paranaenses conseguiram roubar a bola de volta. Alternando passes e corridas, o Croco foi avançando bem para cima dos Fantasmas. E a menos de três minutos para o fim do primeiro quarto, Gustavo Zanini correu 35 jardas e, duas jogadas depois, Lucas Mullet marcou o primeiro touchdown da partida, colocando o Croco à frente no placar. E com Adan convertendo o ponto extra, os paranaenses abriram 7 a 0. O Crocodiles seguiu em cima, com o Espectros sem conseguir evoluir, sequer passando da linha de meio de campo.

    E essa tônica de jogo seguiu até a metade do segundo quarto. Foi quando o time da casa melhorou em campo. Foi mais para cima. Passou a acertar passes e conseguir boas corridas. Até que Rodrigo Dantas conseguiu um excelente lançamento para Rodrigo Massu, que marcou o primeiro TD do Espectros. Com o ponto extra convertido por Diego Aranha, os donos da casa deixaram tudo igual no placar. O jogo se acirrava. E ganhou contornos de drama quando, ainda antes do intervalo, Diego Aranha chutou da linha de 26 jardas, conseguiu um field goal, somando mais três pontos para os Fantasmas, que conseguiram sua primeira virada no jogo e passaram à frente: 10 a 7 ao fim do primeiro tempo.

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    Mais duas viradas, “eu acredito” e título inédito

    O jogo já estava emocionante. Mas nada suficiente ao ponto de fazer os torcedores previrem o que estava por vir. E o Crocodiles tratou de dificultar em muito a vida do Espectros. Tanto que logo no início do terceiro quarto, voltou a estar à frente no placar. Numa corrida imparável, Marcos Rocha avançou 50 jardas pela lateral e marcou o segundo TD do Croco, que ainda converteu o ponto extra e virou para 14 a 10. Foi o placar final da terceira parte do jogo, que foi para o seu quarto, último e mais eletrizante quarto.

    Coube a Rodrigo Dantas repetir o feito do primeiro TD do Espectros. Em mais um excelente lançamento do quarterback fantasma, foi a vez de Vitor Ramalho receber e anotar o segundo TD do time na final e virou o jogo pela segunda vez para a sua equipe. Mas na sequência os donos da casa desperdiçaram o ponto extra, o placar se manteve em 16 a 14 para os Fantasmas, e a tensão foi aumentando. Gradativamente.

    Ficaram reservados para o último minutos, ainda, mais viradas. O Crocodiles tinha a posse de bola e precisava avançar forte para buscar o título. E o time paranaense foi forte. Tanto quanto pôde. Foi guerreiro. Buscou mais um TC. Conseguiu. Virou para 20 a 16. E como que para confirmar que seria tricampeão pelo terceiro ano seguido, conseguiu não apenas um, mas dois pontos extras. Abriu 22 a 16. Seis pontos de vantagem. A menos de um minuto do fim do jogo. Era o tempo que o Espectros teria para buscar a virada. A mais importante do domingo.

    Foi aí que a torcida paraibana entrou na partida. Ora gritando enlouquecidamente, ora fazendo silêncio absoluto. Até chegar no empolgante grito de “Eu acredito”, quando o time ainda estava atrás no placar. O Espectros tinha a bola. A chance – única e última – de ir à frente. Precisava de um touchdown para empatar e levar o jogo para a prorrogação. Se conseguisse o ponto extra em seguida, fatalmente seria campeão brasileiro. Cada passo no seu momento. Da marca das 50 jardas, o time chega à condição de 17 jardas distante da end zone. Eis que, no último segundo, Diego Nascimento conseguiu o que era preciso. TD do Espectros: 22 a 22 no placar. Explosão nas arquibancadas. Mas havia ainda a chance do ponto extra. Um último ato. Um último choque na emoção dos torcedores. Diego Aranha foi para o chute. Impecável. Não haveria prorrogação. Haveria festa. Choro. Grito de “campeão!”. Dessa vez do Espectros. Agora um time do tamanho do Brasil. As informações são do Globoesporte.

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