Governo faz diversas ações de saúde no Dia Nacional de Combate à Hipertensão

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou nesta quarta-feira (26), das 9h às 16h, na Estação Central da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e na Procuradoria Regional do Trabalho da Paraíba (PRT – 130), uma série de serviços de saúde em alusão ao Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hipertensão Arterial. O evento, com ações educativas e de prevenção, ocorreu em parceria com o Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (Ibrapp) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia na Paraíba (SBC – PB).

Por ter grande circulação de pessoas, na ocasião, o público que transitou pela estação central da CBTU pode ter acesso ao momento de saúde e bem-estar, de forma gratuita, com orientações sobre a hipertensão, além de teste de glicemia e aferição de pressão arterial.

“A população, em geral, sempre recebe muito bem eventos como este. É uma data pontual, onde reforçamos o alerta para os cuidados com a saúde, mas a prevenção da hipertensão deve ser diária”, explicou a gerente operacional de Vigilância Epidemiológica, da SES, Izabel Sarmento. “É preciso observar aspectos importantes para evitar a hipertensão: diminuir a ingestão de sal, comidas industrializadas e gordurosas; inserir atividades físicas e uma alimentação saudável na rotina; parar de fumar e beber menos álcool”, disse.

É a segunda vez que o evento, em parceria com a Ibrapp, é realizado em João Pessoa. “Apresentamos o projeto e a secretaria abraçou prontamente. Nós somos uma ONG que presta serviços ao setor público e reconhecemos que ações de promoção à saúde são de extrema importância para a população”, disse a analista de comunicação da Ibrapp, Thalyta Duarte.

O garçom Reginaldo de Assis tem 59 anos e há 10 anos foi diagnosticado hipertenso. “Recebi a notícia com tristeza, mas desde então passei a cuidar muito da minha saúde. Atualmente, faço caminhadas duas vezes por dia, tomo os remédios e mantenho uma alimentação balanceada. Mesmo sabendo que estou fazendo tudo certo, aproveitei o evento para checar e confirmar que está tudo bem: minha pressão está 13×9 e fico muito feliz em saber que estou no caminho certo para uma vida longa e saudável”, comemorou.

Hipertensão – De acordo com o cardiologista da SES, Fábio Medeiros, a hipertensão arterial sistêmica é um problema de saúde em que há uma elevação mantida, contínua da pressão arterial acima de 140 x 90 mmHg (14 x 9 mmHg para o leigo), sendo praticamente sem sintomas, porém levando danos ao coração, cérebro, rins, olhos  e vasos. A incidência da doença varia de 25% a 30% da população, correspondendo a um bilhão de pessoas no mundo. Estudos mostram que 50% das pessoas não sabem se são hipertensas, 30% fazem tratamento e apenas 10% têm sua pressão sob controle.

“Por ser silenciosa, muitas pessoas não sabem que têm hipertensão e, exatamente por isso, não se cuidam adequadamente. A orientação que fazemos é que, independente de estar sentindo algo, a população busque aferir a pressão regularmente. O check up cardiológico deve ser feito anualmente por quem tem mais de 40 anos. Já aqueles que têm histórico de hipertensão na família devem fazer o check up cardiológico anual, a partir dos 25 anos”, alertou o médico.

Entre os fatores de riscos para a hipertensão, estão o sobrepeso, estresse, sedentarismo, uso de álcool, cigarro, drogas ilícitas, anticoncepcionais, energéticos, anabolizantes e descongestionantes nasais.

“As doenças cardiovasculares (DCV) são a primeira causa de morte no Brasil. Atualmente, 60% dos casos de infarto e 80% dos casos de AVC estão vinculados à hipertensão. A população precisa entender que, para que isso mude, é necessário mudar o estilo de vida e esta mudança deve ser permanente”, explicou o cardiologista.

Dados – De acordo com estimativa do Ministério da Saúde, baseado no Pacto pela Saúde, aproximadamente 22,4% da população acima de 18 anos do Estado é hipertensa. Na Paraíba, são 883.430 hipertensos, sendo 17.958 na capital. Segundo dados da SES-PB, de 2015 até o momento, 8.650 pessoas morreram na Paraíba por doenças diretamente relacionadas à hipertensão arterial, sendo 1.523 óbitos por hipertensão essencial, 5.124 por infarto agudo do miocárdio e 2.003 por acidente vascular cerebral.

 

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