O Governo do Estado já repassou a primeira parcela de um convênio firmado com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Campina Grande, no valor de R$ 60 mil. O convênio celebrado pelo Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza na Paraíba (Funcep) é administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Humano e tem duração de junho a dezembro de 2017.

Os recursos à são destinados à aquisição de material permanente para o desenvolvimento das atividades da Apae no atendimento a cerca de 500 usuários portadores de necessidades especiais, na faixa etária de zero a 50 anos, residentes em Campina e mais 42 municípios do Compartimento da Borborema.

A Apae de Campina Grande oferece atendimento nas áreas de Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicologia, Equoterapia, escolaridade e assistência social. A entidade também já tem elaborado o projeto de hidroterapia, mas, segundo a presidente (e fundadora), Maria da Conceição Costa do Rego, faltam recursos para execução desse projeto. De acordo com ela, esse seria mais um importante instrumento para a recuperação de crianças, adolescentes e adultos com dificuldade de locomoção.

No momento, as atividades de hidroterapia e esportes estão sendo desenvolvidas na piscina e no ginásio de esportes cedidos pela Escola de Audiocomunicação Demóstenes Cunha Lima, que pertence à rede escolar mantida pelo Governo do Estado. A unidade fica vizinha à sede da Apae, localizada à Rua Professora Eutécia Vital Ribeiro, no bairro do Catolé, nas proximidades do Terminal Rodoviário de Passageiros.

Recursos financeiros

Fundada em 1994, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Campina Grande é mantida com contribuições voluntárias da população; com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS); e com uma subvenção mensal de R$ 8 mil da Prefeitura.

Os recursos do SUS oscilam entre R$ 25 e R$ 35 mil, dependendo da demanda de serviços oferecidos a cada mês. Mas o repasse dos recursos da Prefeitura, segundo a diretora financeira da Apae, Marinalva Macedo, está atrasado desde janeiro, comprometendo seriamente as finanças da entidade. “Metade da folha de pessoal é quitada com recursos de contribuições voluntárias”, disse Marinalva.

Por causa do acumulado de R$ 48 mil da subvenção da Prefeitura, cujo repasse é previsto em lei municipal, a Apae, de acordo com a diretora Marinalva Macedo, está pagando a folha de salários com a reserva destinada à quitação do 13º salário e do terço de férias de 41 funcionários da instituição.

Na Apae trabalham 58 profissionais. Mas desse total, 17 são cedidos pela Prefeitura. “A folha de julho já foi quitada com dinheiro dessa reserva”, disse a presidente Conceição Costa do Rego, que desconhece os motivos do atraso no repasse da subvenção da Prefeitura. A Apae é instituição reconhecida como de utilidade pública por leis federal, estadual e municipal.

Além do quadro fixo de funcionários, que inclui fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e assistentes sociais a Apae de Campina Grande conta com o auxílio de voluntários. Eles atuam como auxiliares de serviços gerais, administrativos e na cozinha da instituição. As informações são do Jornal A União.

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