Governo alerta sobre cuidados com o mosquito da dengue durante o verão

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“A chegada do verão traz muitas coisas boas para os seres humanos, mas também exige cuidados especiais voltados para a promoção, proteção e preservação da saúde das pessoas, dentre os quais as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti”, enfatizou a diretora-geral da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), Glaciane Mendes, no programa “Momento Agevisa”, veiculado dentro da programação do Jornal Estadual da Rádio Tabajara (AM 1.110 e FM 105.5). O Aedes aegypti é o mosquito transmissor dos vírus da dengue, da chikungunya e da zika.

Segundo Glaciane Mendes, cerca de 80% dos criadouros do Aedes aegypti se encontram em espaços de convivência e arredores, seja em domicílios, ambientes comerciais ou empresariais, quintais, pátios, veículos de transporte, etc., onde haja água armazenada. Os ovos do mosquito medem aproximadamente 1mm de comprimento, têm contorno alongado e fusiforme, e são depositados nas paredes internas dos depósitos que servem como criadouros, próximos à superfície da água. No momento da postura, os ovos são brancos, mas rapidamente adquirem a cor negra.

“Os ovos do Aedes aegypti podem permanecer por até 450 dias no ambiente, e quando entram em contato com a água eclodem, iniciando o ciclo de vida do mosquito. Todo o ciclo evolutivo ocorre em média de cinco a sete dias, e os adultos vivem aproximadamente entre 30 e 35 dias”, informou a diretora-geral da Agevisa/PB.

Para controlar a proliferação do Aedes aegypti, Glaciane recomendou cuidados bastante simples, mas muito importantes, como a colocação de areia nos pratinhos dos vasos de plantas; a lavagem semanal, com escova e sabão, das partes internas dos tanques de armazenagem de água, e o descarte de todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes, latas, garrafas vazias etc.

“Deve-se também manter bem tampados tonéis e barris de água; fechar bem a caixa d’água; colocar o lixo em sacos plásticos, mantendo-os bem fechados e fora do alcance de animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana; manter as lixeiras bem fechadas, e não jogar lixo em terrenos baldios”, acrescentou.

Folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas devem ser removidos periodicamente, e as pessoas devem tomar cuidado para não deixar a água da chuva acumulada sobre a laje. Além disso, deve-se entregar pneus velhos ao serviço de limpeza urbana ou guardá-los sem água, em local coberto e abrigado da chuva, e guardar garrafas sempre de cabeça para baixo.

Quanto aos produtos utilizados para repelir o mosquito Aedes aegypti, a diretora-geral da Agevisa/PB informou que todos aqueles que se encontram atualmente regularizados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) possuem uma substância química como princípio ativo. Disse também que todos os produtos apregoados como ‘naturais’, comumente comercializados como velas, odorizantes de ambientes, limpadores e os incensos, que indicam propriedades repelentes de insetos, não estão aprovados pela Anvisa e estão irregulares.

“Apenas o óleo deNeem, que possui a substância azadiractina, é aprovado pela Anvisa para uso em inseticidas, mas o produto deve estar registrado. Em caso de dúvidas, o consumidor deve acessar o Portal da Anvisa (www.anvisa.gov.br) para verificar se o produto que está adquirindo tem registro no órgão federal de regulação”, observou.

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