Gervásio diz que Manoel não está sintonizado com o PMDB: “divergentes”

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Gervásio Maia Filho (PMDB) há tempos que decidiu viver um “exílio” de seu próprio partido. Mais uma vez, ele foi ausência notada na última solenidade, que foi a visita do presidente nacional do PMDB e vice-presidente da república Michel Temer, ocorrida na sexta-feira (29) passada, em João Pessoa.

Em entrevista ao Paraíba Já, Gervásio questionou qual seria a relevância de sua presença nos encontros e eventos do PMDB e defendeu, novamente, a manutenção da aliança com o partido do governador Ricardo Coutinho, PSB, para as eleições deste ano na Capital.

“Não fui diante dos episódios ocorridos, e aliás, a partir do instante em que o partido me excluiu das decisões partidárias, a partir do momento em que fui excluído dos compromissos partidários, de que valeria minha presença lá? Eu realmente não fui, não me sentiria bem estando lá, porque alguns dos que lá estão foram aqueles que me escantearam do partido. Eu sempre tive compromisso do partido, sempre procurei seguir as orientações de maneira rigorosa, então, minha parte eu fiz, mas infelizmente o tratamento não foi recíproco”, desabafou.

Das especulações de um grupo de peemedebistas que querem “implodir” a candidatura do deputado federal Manoel Júnior em João Pessoa, Gervásio declarou que é simpático a ideia do PMDB marchar com o PSB nestas eleições. Ele apontou as razões em que acredita que Manoel tenha sido infiel à sigla nas eleições de 2014.

“Na verdade o que existe é um cenário político em que o PMDB, nas eleições de 2014, adotou alguns posicionamentos, e que nesses posicionamentos adotados, o deputado Manoel Júnior decidiu não participar. Por exemplo, ele não votou em Vital em 2014, ele acompanhou o adversário do partido, Cássio Cunha Lima. E no segundo turno não participou da aliança com o PSB. Então ele, por decisão própria, tomou um caminho diferente do que o partido havia adotado”, explicou.

Gervásio ainda defende a aliança entre o PMDB e PSB, principalmente em João Pessoa, pois, é um compromisso firmado desde as eleições passadas e questiona a viabilidade partidária de se ter Manoel Junior como candidato. Falta sintonia política entre Manoel e o PMDB.

“É fato. Eu falo por mim, não pelos outros, mas imagine que nada disso tivesse acontecido, me diga como é que eu poderia subir no palanque com o candidato do meu partido que combate a aliança que nós fizemos, que combate o governador em que nós votamos? Se nós estivéssemos num cenário em que Manoel Junior estivesse sintonizado com o partido, desde o primeiro turno passando pelo segundo turno, ele seria um candidato bom do partido, como outro candidato que agora estivesse nesse mesmo cenário, teria todas as credenciais”.

E apontou um outro nome que contemplasse a aliança com os socialistas. “Por exemplo, Tróccoli Jr, se ele quisesse ser candidato, ele é aliado do PSB, se o PMDB não fosse para o segundo turno ele iria apoiar o PSB, e vice-versa. É o cenário político que nós estamos e que Manoel não está. Não foi Gervásio, não foi Nabor, não foi Veneziano quem tomou essas decisões. Decisões políticas geram consequências, e as decisões foram tomadas pelo próprio Manoel. Um projeto tem que ser um projeto que contemple todo o partido, e não apenas uma única figura. Ele e o PMDB estão em caminhos divergentes politicamente”.

“Minha posição é de defender a manutenção daquilo que foi estabelecido no primeiro e segundo turno das eleições de 2014, não vejo como ser diferente. O PMDB participa do governo, tem cargos no Governo Estadual. Como vamos estar na aliança com o PSB e combatendo o PSB? Dentro desse cenário com Manoel não há acordos com o PSB, até porque Manoel fala em quase toda entrevista dele, em alianças com Cássio, porque foi o caminho que ele adotou em 2014”, justificou.

 

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