Futebol: Federações adequam estaduais do NE a calendário apertado

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Foi difícil conciliar todos os interesses. Ainda mais em um ano de Copa do Mundo. Mas no fim, como sempre, tudo acaba dando certo. Depois de muita conversa e propostas, finalmente os nove estaduais do Nordeste conhecem suas fórmulas para 2018. O último a definir o regulamento foi Alagoas, que optou pela simplicidade e vai seguir à risca o que terminou a CBF – treze datas, com início no dia 21 de janeiro, e final em 8 de abril.

Aliás, com tantas limitações, os regulamentos se parecem. Normalmente a primeira fase é um turno único, com os times passando para semifinais e depois a final. Além de Alagoas, será assim também na Bahia, no Maranhão e no Piauí.

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Bahia e Vitória vão reeditar o clássico do Campeonato Brasileiro no dia 18 de fevereiro. O Campeonato Baiano manteve a fórmula simples deste ano (Foto: Marcelo Malaquias/Divulgação/EC Bahia)

Dos nove estados, o único que não reduziu o número de datas em relação ao ano passado foi o Ceará, que aliás ganhou uma a mais – eram 17 rodadas em 2017 e agora são 18.

Dezoito? E como pode, já que o limite determinado pelo calendário da CBF eram treze? Simples, com algumas concessões da entidade. Alguns campeonatos vão começar bem antes do dia 21 – a Paraíba, por exemplo, terá bola rolando a partir do dia 7 de janeiro. Além disso, a CBF permitiu a utilização de datas destinadas à Copa do Brasil para rodadas dos estaduais.

O blog Nordestino de Coração traz agora um resumo das nove fórmulas e o que a cartolada teve que fazer para se adequar ao calendário apertado.

Alagoas: seguindo à risca o calendário da CBF

O Campeonato Alagoano de 2018 terá um clube a menos em relação a este ano. Com isso, serão nove clubes na disputa. O regulamento é simples, com todos os times se enfrentando em turno único. Os quatro melhores passam para as semifinais, com jogos de ida e volta. Os vencedores se enfrentam valendo o título, também em dois jogos.

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CSA e CRB seguem fazendo o maior clássico do futebol alagoano. Disputa promete ser mais equilibrada no próximo ano (Foto: Jonathan Lins/G1)

Como foi em 2017: O campeonato foi disputado em cinco fases distintas, em 19 datas. Na primeira fase, os dez clubes foram divididos em dois grupos de cinco. Eles jogaram dentro de cada chave, em ida e volta. Os três primeiros passaram para o hexagonal, enquanto os dois que sobraram de cada grupo disputaram o Torneio da Morte. Na segunda fase, os quatro primeiros se classificaram para as semifinais. Os vencedores foram para a decisão.
O que mudou: tem um clube a menos. A nova fórmula reduz o estadual em seis datas. O campeonato segue à risca o calendário da CBF, com início no dia 21 de janeiro.

Bahia: menos um time, menos duas datas

Outro que cortou um time – foram onze em 2017, e agora apenas dez vão estar na disputa. O regulamento é basicamente o mesmo, com a diminuição de duas datas por causa da redução. Assim, na primeira fase os times jogaram entre si, em turno único. Os quatro melhores passam às semifinais, que serão disputadas em jogos de ida e volta, assim como a final. Os dois piores times da primeira fase caem para a segunda divisão.

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Vitória conquistou o título baiano em 2017: vai tentar repetir o feito num campeonato com fórmula idêntica mno próximo ano (Foto: Romildo de Jesus / Futura Press)

Como foi em 2017: a primeira fase contou com 11 clubes, com regulamento similar ao aprovado para o próximo ano.
O que mudou: com a saída de um clube, a primeira fase terá duas datas a menos. Assim, o Baianão fica com 13 rodadas até a final.

Ceará: clubes se dividem, mas nova fórmula é aprovada

O arbitral foi quente e os clubes se dividiram entre manter a fórmula deste ano ou mudá-la. Prevaleceu a vontade de Ceará, Fortaleza e Ferroviário, que juntos, tinham mais votos. O novo regulamento coloca os dez times jogando uma primeira fase em turno único. Os seis melhores passam para a segunda fase e os dois piores são rebaixados. No hexagonal, os times voltam a jogar entre si, com jogos só de ida. Os quatro melhores passam às semifinais, com jogos de ida e volta. Os vencedores decidem o título, também em dois jogos.

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O Ceará levou a melhor em 2017 numa surpreendente final com o Ferroviário. Para 2017, o caminho será mais longo, com uma data a mais (Foto: JL Rosa/Agência Diário)

Como foi em 2017: os dez clubes jogaram entre si na primeira fase, em turno único. Os oito melhores passaram às quartas de final (ida e volta). Depois, os vencedores disputaram as semifinais (melhor de três) e finais (que também poderia ser em três jogos). No total, estavam reservadas 17 datas, mas como a decisão aconteceu em duas partidas, o campeonato terminou mais cedo.
O que mudou: a fórmula é outra. Ao invés de oito classificados na primeira fase, agora são seis. Haverá um hexagonal para se definir os semifinalistas. Na contramão da maioria dos estaduais, o Cearense tem uma data a mais – sai das 17 previstas para este ano para 18.

Maranhão: campeonato mais enxuto do país

Numa região que os dirigentes quebram a cabeça para se adequar ao calendário da CBF, o Maranhão resolveu radicalizar. E terá o campeonato mais enxuto do país. Com apenas oito clubes, o regulamento prevê todos se enfrentando na primeira fase, em jogos só de ida. Os quatro melhores passam às semifinais e os vencedores se enfrentam na decisão do título. A fórmula utilizará 11 datas, das 13 disponíveis para competições estaduais do Nordeste.

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O Sampaio Corrêa espantou a zebra e bateu o Cordino na decisão. E agora, será que o interior vai superar os grandes da capital? (Foto: Elias Auê / Sampaio Corrêa)

Como foi em 2017: o regulamento foi bem mais complexo. Os oito times foram divididos em dois grupos. No primeiro turno, eles se enfrentaram dentro da própria chave, em ida e volta, com os dois primeiros passando para as semifinais. Na segundo turno, os times de um grupo enfrentavam os do outro, em jogos só de ida. Novamente os dois primeiros de cada chave se classificavam. Os campeões de cada turno decidiram o título. No fim, o estadual teve 18 datas.
O que mudou: agora é tudo mais simples. Uma fase com jogos só de ida, semifinais e final. A mudança resultou na diminuição de sete datas, a maior redução entre os estaduais do Nordeste.

Paraíba: reduzir era preciso. E foi feito

Os 10 clubes foram divididos em dois grupos, com cinco em cada. O critério técnico de 2017 foi utilizado para a divisão das chaves. Ou seja, o campeão Botafogo-PB puxou a fila para um lado, enquanto o vice-campeão Treze foi para o outro. Na primeira fase, os cinco times do Grupo A enfrentam apenas os outros cinco do Grupo B, em jogos de ida e volta, totalizando 10 rodadas. Ao final desta primeira leva de jogos, o primeiro colocado de cada grupo já se garante nas semifinais. Já o segundo e o terceiro de cada chave se enfrentam entre si, também em duelos de ida e volta (2ºA x 3ºA e 2ºB x 3º B). Os vencedores de cada confronto avançam para as semifinais, que serão disputadas em dois jogos, assim como a final. Os quatro piores da primeira fase disputam o Torneio da Morte para definir os dois rebaixados.

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A torcida do Botafogo-PB fez a festa depois de inacreditáveis 22 partidas. O Campeonato Paraibano foi um dos mais longos do país em 2017 (Foto: Hévilla Wanderley / GloboEsporte.com)

Como foi em 2017: os dez times jogaram a primeira fase em partidas de ida e volta. Os quatro melhores passaram às semifinais; os dois piores caíram.
O que mudou: com o novo regulamento, o campeonato sai de 22 datas para 16. É a maior redução entre os estaduais do Nordeste.

Pernambuco: grandes voltam a disputar a primeira fase

Após dez anos, o campeonato deixa de ter os tradicionais 12 clubes. Vai contar com um a menos – Serra Talhada e Atlético-PE foram rebaixados e só um subiu (Pesqueira, campeão da segunda divisão). O regulamento também mudou. A primeira fase volta a contar com o trio de ferro. Assim, os 11 clubes jogam entre si, em turno único. Os oito melhores após a última rodada, avançam para as quartas de final, em jogo único. Os vencedores passam às semifinais (também em jogo único). Só a decisão será em ida e volta. Os dois piores times da primeira fase caem para a segunda divisão.

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Diego Souza levanta a taça do Pernambucano. Para repetir a dose em 2018, o Sport terá que jogar desde a primeira fase do campeonato (Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press)

Como foi em 2017: a primeira fase contou com nove clubes, divididos em três grupos de três. Os campeões se juntaram a Sport, Santa Cruz e Náutico no Hexagonal do Título. Após jogos de ida e volta, os quatro melhores foram às semifinais, e os vencedores decidiram o título. Ao todo, o estadual teve 20 datas. Mas os grandes só entraram em campo 14 vezes. Os dois rebaixados foram definidos em outro hexagonal.
O que mudou: Para esse ano, o campeão joga o mesmo número de partidas (14). Mas agora vai haver uma isonomia maior, já que o vice-campeão Salgueiro teve que entrar em campo 19 vezes na primeira fase em 2017. Ao todo, serão 15 datas, já que um time folga uma rodada na primeira fase da competição.

PI: menos um time e com fórmula mais simples

O Piauiense foi outro que buscou simplificar as coisas. Com menos um time – o Picos caiu e não houve segunda divisão -, agora serão apenas seis na disputa. Na primeira fase, eles jogam entre si, em turno e returno. Os quatro melhores passam para as semifinais. Os vencedores se enfrentam nas finais. Ao todo, são 14 datas – quatro a menos em relação a 2017.

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O interior levou a melhor no Piauí: depois de bater na trave, o Altos foi campeão e agora conta com uma fórmula mais simples para manter a hegemonia (Foto: Wenner Tito/GloboEsporte.com )

Como foi em 2017: o regulamento era mais complexo. Eram dois turnos, cada qual com semifinal e final. Na primeira fase de cada um deles, os times jogavam entre si em turno único. Semifinal e final eram disputadas em partidas únicas. Os campeões de cada turno decidiam o título.
O que mudou: tem menos um time e a fórmula, mais simples, proporciona uma redução de quatro datas em relação ao campeonato deste ano

Rio Grande do Norte: turnos em pontos corridos, sem finais

É um dos campeonatos mais enxutos do Nordeste, e também aquele de fórmula mais simples. São apenas oito times, que se enfrentam em jogos de ida (Copa Cidade de Natal) e volta (Copa Rio Grande do Norte). Os vencedores de cada turno decidem o título. No máximo, a disputa terá 16 datas, que pode ser 14 caso um time conquiste os dois turnos. O último colocado no somatório de todo o campeonato será rebaixado.

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O ABC bateu o Globo FC na decisão de 2017. Para o ano que vem, a fórmula do Potiguar é praticamente a mesma, sem as decisões de turno (Foto: Andrei Torres/ABC)

Como foi em 2017: o regulamento era basicamente o mesmo. A diferença é que, ao final da cada turno, os dois primeiros colocados faziam a final em jogos de ida e volta. Com isso, o campeonato teve 20 datas.
O que mudou: sem as decisões de turno, o Campeonato Potiguar terá quatro datas a menos.

Sergipe: fim dos jogos de volta no hexagonal da 2ª fase

O Campeonato Sergipano terá uma fórmula muito parecida com a deste ano. Mas para se adequar ao calendário, a FSF reduziu o hexagonal da segunda fase apenas para jogos de ida. Assim, ao invés das 21 datas de 2017, a disputa passa a ter dezesseis. Na primeira fase, os dez clubes jogam entre si em turno único. Os seis melhores passam para a segunda fase, enquanto os dois últimos são rebaixados – não há mais o Torneio da Morte. Os dois melhores do hexagonal decidem o título, em jogos de ida e volta.

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Confiança e Itabaia fizeram a final de 2017. O Dragão levou a melhor, mesmo jogando na casa do adversário (Foto: Filippe Araújo)

Como foi em 2017: a fórmula era a mesma, mas o hexagonal tinha jogos de ida e volta. Além disso, os quatro piores da primeira fase decidiam os dois rebaixados num quadrangular, que não será mais disputado.
O que mudou: o campeonato terá cinco rodadas a menos em relação a 2017.

Globoesporte

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Antares

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