Filho de Cássio diz que decisão da Câmara “não passa de um autoritarismo delirante”

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O deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) criticou a decisão do presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), de anular a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), realizada na Casa no último dia 17 de abril. “Ele tomou a decisão sem comunicar a ninguém, nem mesmo a Secretaria Geral da Mesa tinha conhecimento do ato. O processo de impeachment seguiu todo o rito legal e essa decisão de Maranhão não tem autoridade alguma. Não passa de um ato teatrológico e de um autoritarismo delirante”, destacou.

O parlamentar tucano lembrou que a decisão foi tomada por uma ampla maioria dos parlamentares e o presidente interino da Câmara não poderia nunca de forma unilateral acolher um pedido feito pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. De acordo com Pedro, a sessão foi legítima observado rigorosamente o rito pelo Supremo Tribunal e disse acreditar que essa ação não irá atrapalhar o rito do impeachment.

Waldir Maranhão substituiu Eduardo Cunha na presidência da Câmara depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu afastar o peemedebista do comando da casa legislativa. Pedro lembrou que o seu partido não votou em Cunha para presidir a Câmara e sempre defendeu a sua saída da presidência.

“Já me posiciono desde o ano passado contra Eduardo Cunha, pela sua saída da presidência da Câmara. Diferente do que tentaram fazer, acredito que não podemos confundir o pedido de impeachment com esse processo de corrupção. Corrupção não se compara se pune”, declarou Pedro Cunha Lima, referindo-se ao que tentam fazer os militantes do PT, quando desqualificam a legitimidade do processo na Câmara, devido à condição de Eduardo Cunha como presidente.

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