Exposições abrem Prêmio Energisa de Artes Visuais em JP

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    As artes plásticas e o audiovisual se juntam hoje em exposições inéditas para dar início à 4ª e última edição do Prêmio Energisa de Artes Visuais (Peav). A abertura das mostras com os artistas premiados acontece logo mais na Usina Cultural, em João Pessoa, às 20h.

    Serão expostos três diferentes trabalhos de artistas distintos. Entretanto, todos as peças dialogam entre si no mesmo espaço, seja de maneira complementar ou contrastante e previamente estudada.

    O cineasta Carlos Mélo, de Pernambuco, exibe o vídeo Três Invertido, realizado em 2010. O curta-metragem traz uma visão metafórica sobre a iminência da morte e da degradação de tudo concreto. A obra foi realizada quando o artista fazia residência artística em Sintra, Portugal, na Triangle Network.

    Enquanto um lado do ambiente é repleto de imagem em movimento e sons, acontece paralelamente a exposição do artista gaúcho Rafael Pagatini. Numa série de viagens pelo Brasil, o fotógrafo registrou as paisagens dos diferentes ambientes dos quatro cantos do país e os mesclou com xilogravura, criando a mostra Conversas com a paisagem.

    Também faz parte da Peav Túlio Pinto, do Distrito Federal. A instalação do artista plástico traz uma ilusão de ótica criada por uma peça de vidro e duas pedras, em que o espectador terá a impressão de equilíbrio fragilizado e instabilidade. Utilizando da física, o artista consegue resultados visualmente intrigantes. A exibição é intitulada Nadir #9.

    Os três artistas foram selecionados entre 579 inscritos para esta quarta edição. Todos os trabalhos foram examinados pelos curadores Fernando Cocchiarale, Glória Ferreira e Raul Córdula.

    O coordenador do projeto, Dyógenes Chaves, comentou que a inciativa é uma espécie de intercâmbio cultural entre artistas brasileiros e paraibanos. “Cerca de 80% dos artistas são de fora do Estado. Para eles, o evento é quase como uma residência de poucos dias. Quando estes artistas chegam, podem conhecer nossa produção cultural, nossos equipamentos e instalações, além de conhecer os artistas locais”, disse. “Com esta vivência, quem sabe eles não se inspiram para iniciar outras novas obras?”, apontou.

    Até o dia 23 de novembro, o público poderá prestigiar a arte contemporânea de terça a domingo, entre as 14h e 20h.

    Jornal da Paraíba

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