Exposição sobre mês da mulher é aberta na Estação das Artes

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    O universo feminino mediado pela história e impresso em folhas de jornais são alguns das coisas que o visitante vai ver na exposição “Elas – Memórias e Conquistas” aberta na galeria da Estação das Artes Luciano Agra, prédio ao lado da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano. A visitação acontece sempre de terça à sexta-feira das 9h às 21h. Sábados, domingos e feriados das 10h às 21h, até o dia 26 de abril, com entrada aberta ao público.

    A exposição é comemorativa ao mês internacional da mulher, comemorado em março. A exposição foi concebida pela A União – Superintendência de Imprensa e Editora em parceria com a Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes e Secretaria de Educação do Município de João Pessoa.

    Em “Elas – Memórias e Conquistas” o visitante vai encontrar um espaço interativo com mulheres paraibanas que fizeram história, a exemplo de Elizabeth Teixeira, Margarida Maria Alves e Zabé da Loca, a septuagenária de Monteiro, que encanta o Brasil ao se apresentar com a sua banda de pífanos.

    Em outro espaço o público vai encontrar uma seleção de páginas do jornal A União, em que constam reportagens, artigos e notícias sobre a atuação da mulher na história da Paraíba, do Brasil e do mundo. Nestas páginas estão inseridas reportagens sobre movimentos feministas, os direitos sociais ampliados da mulher, o perfil da mulher no trabalho e suas principais conquistas, destacando a moda da década de 1970, quando a estilista inglesa Mary Quant lançou a minissaia, num país tradicionalmente machista e conservador. Kay France, a paraibana de nome inglês, que foi a primeira brasileira a atravessar, a nado, o Canal da Mancha, terá seu lugar reservado no evento.

    A mostra sobre a mulher também explora curiosidades, como textos e fotos sobre a primeira mulher a dirigir ônibus no Brasil, justamente uma gaúcha do interior, que nasceu e cresceu num ambiente machista. As poesias de Violeta Formiga, assassinada pelo marido em 1982, e o papel da atuante Margarida Maria Alves, em favor do operariado das usinas, morta na década de 1980, por pistoleiros financiados pelo latifúndio.

    A curadora da Estação Cabo Branco, Lúcia França, comentou que a exposição reflete a força da mulher paraibana e brasileira. A União reúne essas preciosidades não apenas na exposição, mas ao longo de sua história de 122 anos de existência, que lhe valeu a conquista do título de o jornal mais antigo do Estado e o terceiro a ser fundado no Brasil.

    Um episódio extra, que chama a atenção do público visitante da exposição, retroage ao ano de 1970, em que as mulheres conseguiram que as alunas do então Colégio Lins de Vasconcelos pudessem usar calças compridas como complemento da farda, em vez das superadas saias plissadas. Paralelamente, enfoca o dia 8 de março de 1987, quando foi criada a Delegacia da Mulher, no governo de Tarcísio de Miranda Burity. Convém falar no enfoque ao artigo revolucionário sobre os direitos da mulher, publicado em A União, no dia 28 de janeiro de 1979, por Maria Carolina Falconi.

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