Êxito da gestão de Ricardo pode influenciar eleições municipais na PB, diz crítico

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Walter Galvão, jornalista e crítico de arte do jornal A União, relatou em um texto, possíveis caminhos a serem seguidos pelo governo durante o ano eleitoral de 2016, a partir de uma análise dos discursos do governador Ricardo Coutinho (PSB). Ele ainda ressaltou que o êxito da gestão do governador pode influenciar as eleições municipais deste ano.

O jornalista reflete as vias ideológicas do socialismo dentro do Estado, sob uma perspectiva de empreendedorismo. Para ele, Ricardo Coutinho tem visão de futuro, projetando o Estado para os anos seguintes.

“O Pacto Social pelo Desenvolvimento, proposto ainda na primeira gestão por Ricardo Coutinho, e o Plano Estratégico de Desenvolvimento da Paraíba 2040, lançado no ano passado e que prevê ações estratégicas para 25 anos a partir do seu lançamento”, refletiu.

Leia o texto na íntegra:

Recentes pronunciamentos e entrevistas do governador Ricardo Coutinho permitem um exercício imaginativo sobre ao menos dois eixos que poderiam conduzir ações governamentais neste ano eleitoral.

O primeiro confirma um horizonte ideológico: o socialismo. Um socialismo, no entanto, que escapa ao neopopulismo latino-americano que assumiu o rótulo de bolivariano.

O horizonte observado pelo PSB, ao menos aqui na Paraíba, acolhe como estrategicamente relevante, a ferramenta liberal do empreendedorismo.

E empreender entre nós significa prioritariamente inclusão produtiva como salto redentor para a redução de desigualdades e ampliação de oportunidades.

A perspectiva é a da valorização do trabalho para a geração da sustentabilidade econômica. Nada a ver com uma visão de conquista e acumulação de propriedades enquanto fetiche a serviço do poder aquisitivo de um individualismo narcísico.

O neopopulismo privilegia políticas compensatórias a exemplo do programa Bolsa Família, mas sem qualquer condicionalidade como a da escolarização no Brasil, produzindo um assistencialismo que torna o cidadão dependente do Estado.

Outro diferencial: ao contrário do neopopulismo socialista ao qual nos referimos, sempre em busca do maior controle da sociedade pelo Estado, a recente criação na Paraíba do Conselho Estadual de Transparência Pública e de Combate à Corrupção sinaliza para a realização de um inédito controle social.

A participação no Conselho de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público (MP), Tribunal de Justiça (TJ), Fórum Paraibano de Combate à Corrupção (Focco/PB) e Central Única dos Trabalhadores (CUT) favorece uma visão crítica e fiscalizadora das ações do Executivo.

Pensamos, portanto, na construção permanente de um socialismo democrático que identifica, no Estado, um agente pedagógico que se refere permanentemente à necessidade da construção de consensos.

Além disso, uma instância social indutora do desenvolvimento social, político e econômico, e plataforma ideológica que privilegia a participação social e a democracia direta enquanto força legítima, contra-hegemônica, frente ao elitismo que produz a concentração de renda, de riquezas e de poder.

Sobre o tema, socialismo e democracia, reproduzo a convicção do cientista político brasileiro Carlos Nelson Coutinho, morto em 2012, em seu ensaio essencial intitulado “A democracia como valor universal: “A questão do vínculo entre socialismo e democracia marcou sempre, desde o início, o processo de formação do pensamento marxista; e, direta ou indiretamente, esteve na raiz das inúmeras controvérsias que assinalaram e assinalam a história da evolução desse pensamento”.

O socialismo como um valor democrático a serviço da inclusão e da promoção e geração de direitos é prática de sempre capaz de imantar o ano eleitoral.

O segundo eixo condutor de ações em período eleitoral seria o da imaginação com pragmatismo. E que articularia em âmbito estadual conjunto de práticas para disseminar o valor político-eleitoral positivo de um método para a governança e governabilidade explicitado em dois processos altamente politizados e ideologizados: o Pacto Social pelo Desenvolvimento, proposto ainda na primeira gestão por Ricardo Coutinho, e o Plano Estratégico de Desenvolvimento da Paraíba 2040, lançado no ano passado e que prevê ações estratégicas para 25 anos a partir do seu lançamento.

O mapeamento das obras já realizadas na perspectiva do Pacto, a capilaridade das ações em infraestrutura, saúde, educação, desenvolvimento social, segurança pública, o que inclui programas inovadores em âmbito nacional, nas áreas de proteção à mulher e de amparo aos idosos, entre outras, além da energia da inteligência estratégica empregada no controle de gastos e na gestão dos cargos, constituem capital eleitoral significativo.

Capital também político-administrativo que dificilmente deixaria de sensibilizar positivamente o eleitorado quanto à objetividade de políticas públicas que contemplam interesses e necessidades do eleitor e da eleitora de qualquer classe social, e como proposta adequada aos tempos de crise. Na Paraíba, o socialismo vence o atraso. O que mais interessa a todos nós. 

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