“Eu não vou ensinar José Maranhão a fazer política”, rebate Rosas

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Mais rápida que a resposta de Maranhão para as cobranças de “reciprocidade” feitas pelo PSB, na manhã desta quarta-feira de fogo (03), foi a contestação do presidente estadual do ninho girassol, Edvaldo Rosas.

Enquanto o peemedebista defendeu de que seria impossível aliança nos principais redutos eleitorais, o socialista foi contundente: “Maranhão não é o dono da Paraíba”.

E foi bem mais além nas críticas. “Eu não vou ensinar o senador José Maranhão a fazer política. Ele já faz há muito tempo. Foi governador e senador. Agora, uma coisa é ter um mandato de senador e outra é saber dirigir bem o partido. Nós respeitamos a autonomia do PMDB, mas acho que o PMDB tem seus interesses políticos de construir o maior número de vitórias da sua legenda. Em 2012, o PSB, de forma muito humilde e tranquila fez aliança com muitos partidos, e fez em 65 municípios com o PMDB, de forma muito madura. Nós crescemos, mas deixou outros partidos crescerem, inclusive o PMDB”, refletiu.

Rosas elencou as cidades em que o PSB tem interesse em lançar candidaturas e questionou as atitudes peemedebistas.

“Eu não posso negar que nós temos interesse em João Pessoa e em Campina Grande, como também em Itabaiana, Patos, Cajazeiras, Cabedelo e em Bayeux. Eu respeito a posição do PMDB, agora, nós vamos sentar com a direção do PMDB. Eles querem lançar candidato em todo canto e nós seremos obrigados a apoiar ou o PMDB vai abrir mão de alguma cidade? Maranhão acha que é o dono do Estado e o PMDB pensa que faz e desfaz e  impõe uma candidatura ao demais partidos”, declarou.

E alertou que apenas após as festas carnavalescas é que o PSB irá discutir com os partidos sobre apoios e parcerias, inclusive com o PMDB. Neste caso, a conversa não será deputados ou pretensos pré-candidatos que desejam ter apoio dos girassóis, mas com o José Maranhão.

“Nós sabemos que Michel Temer veio aqui e homologou a candidatura do PMDB em João Pessoa e nós respeitamos. As nossas candidaturas, nós estamos dialogando com outros partidos. Quando chegar a hora de discutir Campina Grande, Patos e Guarabira, aí nós vamos questionar se vai ser só a vontade deles. O interesse é só do PMDB? O PSB  também quer candidaturas estratégicas pelo Estado. Não é assim. O PMDB precisou muito da gente, nós precisamos muito do PMDB e tem que respeitar as posições partidárias. Vamos sentar de forma muito madura saber aonde o PMDB quer fazer parcerias conosco e não apenas querer apoio”, concluiu.

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