“Eu até agradeço, pois trabalho muito”, diz Manoel Jr sobre divulgação de seus gastos no “cotão”

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    O pré-candidato a prefeito de João Pessoa e deputado federal Manoel Júnior (PMDB), vem recebendo destaque na mídia nacional e regional. Primeiro por ser um dos apoiadores no Conselho de Ética da Câmara do seu companheiro de partido, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e agora por estar entre os 20 deputados que mais gastam as verbas indenizatórias, de acordo com levantamento feito pelo portal UOL.

    Em entrevista a um programa de TV fechada de João Pessoa, Manoel justificou que é “atacado” pela mídia regional, pela publicação de suas movimentações em seu atual mandato, por não ter dinheiro para pagar por publicidade, como fazem o Governo do Estado e a Prefeitura da Capital.

    “O deputado Manoel Júnior paga a imprensa? Ou tem recursos no seu gabinete parlamentar para a imprensa paraibana? Não. Quem efetivamente colabora com a imprensa é o Governo do Estado, que tem uma secretaria de comunicação muito rica e poderosa, com milhões de reais para gastar em comunicação. A Prefeitura arrecada por mês mais de R$ 120 milhões, e parte desse dinheiro também é para gastar em propaganda. Infelizmente tem alguns jornalistas que são irresponsáveis e que efetivamente se utiliza disso para atacar a imagem das pessoas”, relatou.

    O peemedebista explicou o que é a polêmica “verba indenizatória” e como ela é usada por ele. Manoel relata que os R$ 32 mil destinados, por mês, aos deputados paraibanos, em primeiro lugar, é gasto por ele com passagens, pois não tem moradia fixa em Brasília, e precisa vir à Paraíba constantemente.

    “O parlamentar tem uma verba indenizatória o valor depende do estado, o da Paraíba é R$ 32 mil. O que se pode fazer com esse dinheiro? Primeiro pagar suas passagens. O deputado viaja para Brasília e volta, pelo menos toda semana. Existem alguns parlamentares que tem moradia em Brasília e não vem toda semana pra cá. Eu gasto passagem para ir e para voltar toda semana, eu não tenho residência fixa em Brasília”, esclarece.

    Manoel explicou que em segundo lugar, ele gasta a verba indenizatória para manter os gastos do seu escritório em Brasilia, já que ele não é presidente do partido e precisa utilizar a verba para essa despesa.

    “Segundo, esse recurso é para pagar escritório, tem deputado que é presidente de partido, então o escritório do parlamentar é pago com o dinheiro do partido, e não com o da verba idenizatória. Então, todos esses recursos que o parlamentar gasta está na internet, o cidadão brasileiro pode acessar o que o deputado Manoel Júnior gasta com o dinheiro da verba indenizatória”, justificou.

    Para o paramentar, os gastos não são ilegais, já que todas as despesas são justificadas através de notas, que ficam disponíveis no portal da transparência da Câmara dos deputados.

    “Não tem nada escuso, não tem nenhuma falcatrua tudo isso são gastos oficiais. Se o parlamentar gastou e se está lá e é divulgado, é porque é verídico, pois a Câmara não recebe nota fria, não recebe nota de empresa inidônea. Se fizeram essa divulgação eu até agradeço, pois eu sou um parlamentar que trabalha e preciso desse recurso para divulgar meu trabalho. Por exemplo, eu fiz um informativo esse final de ano, e que tem meu trabalho ao longo do ano de 2015, uma prestação de contas, teve parlamentar que não fez”, relatou.

    Manoel ainda afirma que é um politico ficha lima. E que sua história política não tem nenhuma mancha.

    “Em relação a isso eu fico extremamente tranquilo, fui prefeito três vezes, fui deputado estadual, fui vice-prefeito de João Pessoa, estou no meu terceiro mandato de deputado federal e não tem uma ação se quer contra mim. Eu sou um político ficha limpa, pode falar o que quiser, só não podem falar que encontraram algum tipo de lapso na minha imagem na  vida pública”, afirma.

    O deputado foi questionado na entrevista pelo público se “a imprensa que crítica Manoel Júnior é apenas a da Paraíba ou nacional, como ele analisaria o jornal o Globo e o UOL, apontando criticamente as ações do mandato” e se imprensa boa é aquela que só faz elogiar”. E em sua resposta, ele afirma não gostar de elogios, mas sim de críticas. Mas ele ressalta que, as críticas devem ser construtivas.

    “Eu gosto da crítica, eu não gosto é do elogio, pois ele é complementar. Quando você faz alguma coisa importante e boa, você recebe um elogio, mas isso não  me motiva. A minha motivação são as críticas, mas quando elas são construtivas, por exemplo, eu fui  relator na Câmara sobre a repatriação e levei o maior cacete inicialmente da mídia nacional. O Brasil é um dos últimos países a regulamentar essa legislação, e eu fui o relator desse projeto. Inicialmente a comentarista Miriam Leitão, da Globo, fez um comentário desfavorecendo o meu relatório. Eu então liguei pra ela. Mandei  uma nota técnica, e em seguida ela fez outro comentário dizendo que tinha se equivocado”, afirma.

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