Especialistas repetem estudos psicológicos e só 39% se mostram verdadeiros

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    Os estudos científicos que abordam a forma como os humanos se comportam ou refletem apresentam resultados difíceis de verificar, segundo trabalhos publicanos nesta quinta-feira sobre a confiabilidade dos estudos em psicologia.

    Uma equipe de 270 especialistas tentou reproduzir 100 estudos psicossociais publicados em 2008 em três conceituadas revistas especializadas. No entanto, apenas 39% destes novos estudos chegaram aos mesmos resultados das pesquisas originais, segundo a revista Science.

    Os estudos recriados tinham como tema os comportamentos sociais e as interações entre humanos, enquanto outros abordavam a percepção, a atenção e a memória.

    “É importante destacar que estes resultados tão decepcionantes não questionam diretamente a validade das teorias iniciais”, avaliou Gilbert Chin, psicólogo e redator-chefe da Science. “O que concluímos é que deveríamos confiar menos em muitos dos resultados destas experiências”, prosseguiu.

    Segundo Brian Nosek, um dos coautores destes últimos trabalhos e pesquisador da Universidade de Virgínia, isto demonstra que os cientistas devem se questionar constantemente. A fama de um pesquisador não necessariamente valida seus trabalhos.

    “A credibilidade de um estudo depende, antes de mais nada, da possibilidade de reproduzir os resultados, o que valida as conclusões dos trabalhos iniciais”, destacou Nosek.

    De fato, podem surgir problemas quando os cientistas só repararem nos dados que consideram “significativos”. Às vezes, as amostras estudadas são pequenas demais, acrescentou Nosek. O pesquisador atribui isto, sobretudo, à pressão que alguns cientistas sofrem por publicar a qualquer custo seus trabalhos nos melhores veículos, o que pode levar a resultados falsos.

    Para alguns especialistas, a situação seria pior ainda: John Ioannidis, biólogo da Universidade de Stanford, na Califórnia, estima que apenas 25% dos estudos sobre psicologia resistiriam a uma verificação, ou seja, “aproximadamente a mesma taxa que as demais disciplinas biomédicas”.

    Dorothy Bishop, professora de Desenvolvimento Neuropsicológico da Universidade de Oxford, que participou da pesquisa, pediu que os cientistas trabalhem com amostras suficientemente representativas e que se acredite previamente que sejam um registro obrigatório dos métodos de investigação. As informações são do UOL Saúde.

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