Empresa responsável por projeto da barreira do Cabo Branco diz que PMJP é negligente

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A polêmica que envolve o projeto para a obra de contenção da barreira do Cabo Branco parece que não tem mais fim. Sob os holofotes da mídia, estão a secretária de Planejamento de João Pessoa Daniella Bandeira, que diz que a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) está travando o licenciamento; e o superintendente da Sudema, que diz que a PMJP apresentou apenas 50% do projeto da primeira etapa da obra. Diante desta discussão, o Paraíba Já entrevistou, na manhã desta quarta-feira (22), o engenheiro em recursos hídricos Pedro Antônio Molinas, da empresa Acquatool Consultoria, que realizou o projeto para a obra em questão.

Ele esclareceu que o projeto está concluído, faltando apenas dois estudos ambientais e que a PMJP tem sido leniente com a barreira do Cabo Branco, pois desde a audiência pública realizada no mês de novembro do ano passado na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), ficou acertado que a PMJP  teria que fazer mais dois estudos ambientais para complementação do projeto. Algo que ainda não foi feito. E mais: PMJP ainda falta pagar a última parcela à empresa, licitado desde 2014, no valor de R$ 83 mil.

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“O projeto está pronto, de fato. No dia que tivemos a audiência, o projeto já estava há tempos concluído. É verdade que esse projeto, alem do projeto de engenharia, que está feito e concluído, era necessário que se fizesse alguns estudos ambientais complementares. Naquele momento da audiência pública ainda não se sabia ou ainda hoje não se sabe se todo o projeto vai ser licenciado pela Sudema ou se o Ibama vai ter algum pitaco”, esclareceu.

A empresa Acquatool Consultoria, com sede em Fortaleza (Ceará), foi a vencedora da licitação nº 330072014, referente à elaboração do projeto executivo de pavimentação, drenagem e redução/contenção do processo de erosão da praça de Iemanjá, falésia do Cabo Branco e praia do seixas. O valor total deste projeto é de R$ 470 mil.

Molinas relatou que a Prefeitura de João Pessoa ainda não pagou a última parcela do montante, no valor de R$ 83 mil. “Eles sabiam que não ia ter o dinheiro e resolveram enrolar. A verdade é que eles não tocaram o projeto pra frente. Tanto é assim que a última parcela do meu contrato não foi paga”, declarou

De acordo com ele, a Prefeitura de João Pessoa tem demonstrado leniência quando se trata do projeto da falésia, diferentemente como foi tratado, em um ritmo acelerado, como foi a obra da Nova Lagoa. “A prefeitura não botou para frente os estudos ambientais. Não por que não quisesse fazer, mas porque eles avaliaram que o projeto era extremamente caro, se fala em uma centena de milhão. É a mesma situação desde a audiência pública, desde novembro do ano passado. A prefeitura não fez absolutamente nada, a não ser interditar um par de ruas”, explicou.

Sobre o imbróglio que está acontecendo entre PMJP e Sudema, Molinas já estava acompanhando e acredita que este último ao receber o projeto, percebeu que carecia de dados sobre a questão do reflorestamento. “Com certeza a Sudema deve ter pedido alguma palavra sobre meio ambiente. No meu projeto não diz numa linha se vai suprimir vegetação, se vai cortar árvore ou se não vai. Mas não é que o meu projeto esteja incompleto, é que eu não fui contratado para isso”, afirmou.

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