Empresas projetam preço da passagem de ônibus acima de R$ 3 em João Pessoa

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    Os usurários de transportes coletivos de João Pessoa que se preparem: os empresários pretendem que a passagem de ônibus, que atualmente é de R$ 2,75, passe para mais de R$ 3,00. O maior indicativo foi uma nota distribuída pela assessoria de imprensa da entidade que representa as empresas de ônibus, com uma série de argumentos que apontam a crise financeira nas empresas e um alerta sobre o possível sucateamento das frotas das empresas. O reajuste deve ser definido nos próximos dias.

    Apesar de os usuários não serem culpados, evidentemente como eles são os responsáveis por bancar essas empresas, certamente terão que amargar esse novo aumento, justamente pela má administração pública (é verdade), mas também por conta de um setor que só pensa em ganhar dinheiro aos montes, pouco se importando com a população que usufrui do sistema.

    Na série de argumentos feitos pelo diretor do Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de João Pessoa (Sintur-JP), Mário Tourinho, estão a crise econômica, que aflige a todos; a queda no número de passageiros, sem revelar de quantos; a equivocada política de incentivo à indústria automobilística, que lotou as ruas de carros, em detrimento ao investimento ao transporte de massa, congestionando as ruas e reduzindo o número de viagens de ônibus, de 10 a 12 para apenas sete; isenção que alguns estados como São Paulo dão em alguns compostos de que interverem no valor da passagem, na capital paulista a prefeitura subsidia R$ 1,30 da tarifa; enquanto que em outros estados há isenção do ICMS, ISS entre outros impostos.

    Todos esses fatores, segundo Mário Tourinho, “acarretam a precarização ou insustentabilidade dos serviços”.

    Na sequência do texto elaborado pelo diretor do sindicato, fica evidente que as empresas provavelmente não aceitarão uma tarifa abaixo de R$ 3 para o serviço em João Pessoa. Tourinho elencou as tarifas de quase todas as capitais brasileiras e a maioria já cobra pelo serviço acima desse valor, à exceção de Fortaleza, Maceió e Macapá, que cobram R4 2,75, todas as outras praticam preço acima desse valor, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte (R$ 3,40); Goiânia e Curitiba (R$ 3,30); Porto Alegre e Campo Grande (RS 3,30) e São Paulo, 3,50, com parte subsidiada.

    Mário Tourinho alerta que, mesmo em capitais incluídas entre as de maiores tarifas, cujos preços estão entre R$ 2,75 e R$ 3,50, há casos de subsídios e isenções tributárias. Sem dúvida, a de maior volume é São Paulo cujos subsídios anuais chegam a quase R$ 2 bilhões, além de haver isenção total do ISS e redução na alíquota do ICMS do óleo diesel utilizado no transporte coletivo. “Em Brasília, além de isenção total do ISS e do ICMS, há subsídio governamental também”, disse.

    Em capitais como Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Macapá, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Teresina e Vitória, “em menor ou maior proporção, o setor de transporte coletivo é contemplado com isenções tributárias e/ou subsídios governamentais”, destaca o diretor do Sintur-JP.

    Ele aponta ainda que, lembrando que “mesmo assim o desequilíbrio econômico-financeiro tem sido contrário às empresas operadoras do serviço principalmente pela falta de melhor estrutura viária específica para a circulação dos ônibus”.  Ou seja, a tarifa é cara para quem paga e insuficiente para manter o equilíbrio entre receita e despesa. “O transporte coletivo passa por uma  crise maior que a do país e, infelizmente, ainda  tem gente pensando que isso é apenas conversa de empresário”, finaliza Mário Tourinho. As informações são do blog Turismo em Foco.

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