Em grave crise financeira, UEPB volta a cobrar apoio do governo

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    Tentando solucionar a grave crise financeira a qual está passando, a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) voltou a encaminhar nesta segunda-feira (21) ofício ao governador Ricardo Coutinho, candidato à reeleição pelo PSB, a fim de cobrar uma decisão do Governo do Estado que possa viabilizar efetivamente a continuidade das atividades da instituição.

    Desde maio, relatórios e documentos elaborados pela Pró-Reitoria de Gestão Financeira estão sendo apresentados ao governo. No entanto, até agora, as decisões tomadas não asseguram a estabilidade da universidade.

    Hoje, de acordo com o relatório, a UEPB não possui recursos suficientes para custear despesas básicas.

    Custos com aquisição de material de consumo, por exemplo, internet, publicações no Diário Oficial do Estado, energia elétrica, água e esgoto, além de telefonia móvel e fixa, correspondências e vale transporte estão comprometidos.

    A crise financeira vivida pela universidade também compromete despesas com salário família, encargos patronais, vale alimentação, diárias, combustível, manutenção da frota de veículos, bolsas estudantis, locação de vans e micro-ônibus, aquisição de passagens aéreas, entre outros.

    Ainda conforme o relatório, a UEPB precisa de cerca de R$ 33 milhões para garantir a folha de pagamento dos meses de novembro, dezembro e décimo terceiro salário no prazo legal, bem como os seus respectivos encargos.

    Autonomia

    Desde o início da campanha, em debates, entrevistas e comícios, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), candidato a governador pela Coligação A Vontade do Povo, tem reiterado seu compromisso de devolver a autonomia plena à UEPB.

    Foi durante o governo de Cássio, inclusive, que a instituição recebeu o mesmo status dos tribunais de Justiça e de Contas ou a Assembleia Legislativa: passou a receber os recursos financeiros com base no orçamento divididos em duodécimos, tendo por base a arrecadação.

    O candidato tucano lamenta que com sua autonomia ferida, a UEPB esteja passando pela situação de crise em que se encontra.

    “É preciso compreender a autonomia na sua completude. A universidade deve ser autônoma e ter respeitada sua liberdade acadêmica, científica e administrativa. Tenho convicção de que a autonomia não pode ser subjetiva, tem que ser plena e isso passa necessariamente por recursos. E foi por isso que nós tiramos a universidade da dependência, de uma verdadeira mendicância do governo estadual, triplicando o orçamento da UEPB”, comentou Cássio.

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