Em homenagem ao Dia da Mulher Negra na América Latina e Caribe, será aberta no dia 25 de julho, no Cine Teatro São José, em Campina Grande, a Exposição Lélia Gonzalez – o feminismo negro no palco da História. A solenidade de abertura será às 18h e vai contar com a exposição de um vídeo sobre a trajetória política e intelectual de Lélia, seguido de um debate com a assistente social, Jô Oliveira, e a gerente operacional de políticas de ações afirmativas da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, Rafaela Carneiro.

A exposição, que estará aberta ao público a partir das 16h, integra o Projeto Memória, da Fundação Banco do Brasil em parceria com a Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh). Criado em 1977, o objetivo do projeto é preservar a memória cultural brasileira. Lélia é a segunda mulher em destaque. Entre outros homenageados estão Castro Alves, Paulo Freire, Nísia Floresta e João Cândido (líder da revolta da Chibata).

Na Paraiba, o material está aos cuidados da Organização de Mulheres Negras Bamidelê, que fez a concessão para que a Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana leve a vários municípios. Para a secretária Gilberta Soares, a exposição é importante porque vai dar as pessoas da Paraíba a oportunidade de conhecer a história de uma grande brasileira.  “Lélia foi uma mulher cujos estudos acadêmicos e a militância social contribuiram de forma relevante para a formação da identidade cultural da população negra no pais”, afirma.

O acervo é composto por 16 painéis mais livro biográfico e vídeo para a realização de debates em escolas e outros espaços públicos. A gerente operacional de políticas de ações afirmativas da Gerência de Equidade Racial, Rafaela Carneiro, considera necessário que as pessoas conheçam Lélia Gonzalez. “É preciso reconhecer essa grande mulher cuja trajetória como ativista e como pesquisadora foi fundamental para as mulheres negras no enfrentamento às desigualdades sociais de gênero e raça”, concluiu.

Lélia Gonzalez era historiadora, antropóloga e filósofa.  Foi professora da Pontificia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Na militância foi uma das fundadoras do movimento negro unificado (MNU) e uma das pioneiras do feminismo negro no Brasil, Trabalhou para a análise dos preconceitos contra as mulheres negras e as desvantagens delas na sociedade.

A exposição ficará aberta ao público no Cine Teatro São José até o dia 30 de julho, e pode ser visitada nos turnos da manhã, tarde e noite. Uma boa opção para escolas e universidades.

Serviço

Exposição Lelia Gonzalez – o feminismo negro no palco da história

Data: 25 a 30 de julho

Evento de abertura: 25 de julho às 18 horas

Local: Cine Teatro São José – Rua Lino Gomes da Silva,  211 – bairro São José – Campina Grande

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