Em Campina, Cagepa pede fiscalização para evitar desperdício d’água

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    Representantes da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa) estiveram presentes, na manhã desta quarta-feira (19), na Sede das Promotorias de Campina Grande, apresentando planos de Racionamento e Contingenciamento, bem como pedindo ao Ministério Público Estadual auxílio na fiscalização para evitar desperdício d´água e punição para os infratores.

    Durante a reunião, que contou com a presença de representantes da Aesa, Dnocs, ANA, Associação de Irrigadores, entre outros, o diretor de Operações da Cagepa, José Mota, explicou que a companhia está realizando medidas para amenizar a situação precária de abastecimento de Campina Grande e região. Na oportunidade, o diretor de operações frisou que o uso de água através dos chafarizes das adutoras precisa ser limitado e regulamentado e que os que praticam atos ilícitos de ligações clandestinas precisam ser punidos. “Temos que ter o controle absoluto da água de Boqueirão. A lei tem que chegar aos infratores. A Cagepa está fazendo a parte dela, constatando as irregularidades, retirando vazamentos, substituindo hidrômetros e realizando uma série de outras medidas para barrar o desperdício”, declarou José Mota, ressaltando que quase 35 mil hidrômetros foram substituídos em menos de dois anos e que outros 100 mil estão sendo licitados.

    Ainda de acordo com o diretor de Operações da Cagepa, ao passo que o Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) seca, o consumo aumenta significativamente, fato que pode agravar ainda mais o quadro de abastecimento d’água da Rainha da Borborema e outras cidades. “Em média, realizamos 306 novas ligações por mês. Ou seja, além do desperdício e do grande consumo já existente, a demanda vem aumentando. Temos que barrar o desperdício, urgente. Só este ano a Cagepa já constatou mais de mil situações de irregularidades”, ressaltou José Mota.

    O promotor que presidiu a reunião, José Leonardo Pinto, elogiou os planos de Racionamento e Contingenciamento apresentados pela Cagepa, e garantiu que o Ministério Público vai impor medidas criminais e cíveis para quem usar a água de Boqueirão de forma indevida. Na ocasião, José Leonardo disse ainda que o MP estuda a possibilidade de criação de uma promotoria específica para tratar casos de crimes dessa natureza.

    O diretor regional da Cagepa, Simão Barbosa, que também participou do encontro, enfatizou que o órgão vem realizando uma série de medidas para reduzir as perdas, a exemplo de reaproveitamento de água, novos investimentos e campanhas educativas.

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