Efeito Cartaxo: PT escala Lula para estancar debandada de prefeitos e parlamentares

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    Efeito Cartaxo: PT escala Lula para estancar debandada de prefeitos e parlamentares
    Cartaxo e Lula durante comício em 2012

    Após a saída do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, e do deputado Alessandro Molon (RJ), ex-vice-líder do partido na Câmara Federal, o PT resolveu reagir e escalou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar impedir uma possível debandada de parlamentares e prefeitos petistas.

    Segundo integrantes da direção petista, Lula vai dividir com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, a tarefa de convencer os descontentes a permanecerem na legenda. Além disso, o partido deve antecipar as discussões sobre as eleições municipais de 2016.

    Os efeitos da crise sobre o partido nas eleições do ano que vem e a ameaça de debandada chegaram ser tratados na reunião do Conselho Consultivo da presidência do PT, na última segunda-feira (21), com a presença de Lula, de acordo com participantes daquele encontro. A preocupação aumentou com o anúncio do deputado Alessandro Molon (RJ) de trocar a legenda pela Rede, da ex-senadora Marina Silva.

    Antes, o PT perdeu o prefeito Luciano Cartaxo, único do partido a comandar uma capital no Nordeste. O gestor pessoense deixou a legenda petista para se filiar ao PSD. A troca acabou gerando o afastamento político entre ele e o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT);

    A cúpula petista calcula que o número de parlamentares dispostos a deixar o partido pode chegar a 10 deputados e três senadores. A sigla tem hoje 63 deputados e 13 senadores. Um ministro próximo à presidente Dilma Rousseff usou a palavra “êxodo” ao se referir ao descontentamento de setores da bancada.

    Perdas e ganhos

    Neste ano, segundo o diretório nacional do PT, 21 prefeitos deixaram a legenda, sendo que 14 são de São Paulo, quatro do Paraná e dois de Mato Grosso, além de Luciano Cartaxo. O número é menor do que os 34 prefeitos que o partido deve receber na semana que vem, vindos de outros partidos, todos eles em cidades de Piauí, Bahia e Minas Gerais, Estados cujos governadores são petistas.

    Com exceção da capital paraibana, tanto os que saíram quanto os que estão entrando são de pequenos municípios, inexpressivos eleitoralmente. Cálculo extraoficial de integrantes da executiva petista apontam para 250 baixas, entre prefeitos e vereadores, em 2015. O PT elegeu 632 prefeitos e 5.185 vereadores em 2012.

    O PT nega que haja uma debandada. “Se fizermos as contas, tirando João Pessoa, vai ficar elas por elas”, disse o secretário de Organização, Florisvaldo Souza.

    Segundo ele, a movimentação entre partidos é natural nesta época por causa das eleições do ano seguinte e deve voltar à pauta em fevereiro de 2016, pois a reforma eleitoral aprovada pelo Congresso reduziu de um ano para seis meses antes da eleição o prazo de filiação dos candidatos. “O barulho todo que deveria acontecer agora ficou para 2016”, disse o dirigente petista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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