Dilma diz que vai lutar “contra pedido de impeachment” porque nada fez

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    A presidente Dilma Rousseff disse hoje (4) que vai lutar contra a abertura do processo de impeachment porque nada fez que justificasse o pedido. Em discurso na 15ª Conferência Nacional de Saúde, ela avaliou que, pela saúde da democracia brasileira, é preciso lutar contra o golpe.

    “As razões que fundamentam essa proposta são inconsistentes e improcedentes. Eu não cometi nenhum ato ilícito”, afirmou. “Meu governo praticou todos os atos dentro do princípio da responsabilidade com a coisa pública”, completou, em meio a gritos de “Não vai ter golpe” e “Fora Cunha”, da plateia.

    De acordo com Dilma, o que está em jogo são escolhas políticas feitas ao longo dos últimos 13 anos. Ao fim do discurso, Dilma garantiu que vai defender o seu mandato com todos os instrumentos de um Estado de Direito.

    “Essa luta não é em favor de uma pessoa, de um partido ou de um grupo de partidos. É uma luta em favor da democracia brasileira”, disse. “Vou lutar contra esse pedido de impeachment porque nada fiz que justifique esse pedido e, principalmente, porque tenho um compromisso com a população deste país.”

    Presidente eleito da Argentina diz que Dilma está “muito tranquila”

    Depois de conversar por cerca de meia hora com a presidenta Dilma Rousseff, o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, afirmou, em entrevista à imprensa, que ela estava “muito tranquila” durante o encontro. A reunião com Macri foi o primeiro compromisso oficial de Dilma com alguém de fora do governo desde que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu aceitar o pedido de abertura de impeachment da presidenta, na última quarta-feira (2).

    Segundo Macri, Dilma explicou a situação política brasileira a ele e disse que continuará trabalhando enquanto durar o processo, inclusive em questões do Mercosul.

    “Depois de me explicar o que estava acontecendo com a situação política local, ela manifestou seu compromisso em trabalhar ativamente em retomar uma agenda do Mercosul. Ficou claro que são processos paralelos. Para mim está claro que, se o Brasil vai melhor, a Argentina vai melhor e vice-versa, por isso temos que trabalhar em conjunto 24 horas por dia, aconteça o que acontecer. O que está em jogo é criar melhores oportunidades para os brasileiros e os argentinos”, disse o presidente eleito, após ser recebido por Dilma no Palácio do Planalto.

    Macri disse ainda que a tensão política interna no Brasil não diz respeito à Argentina e que confia na trajetória democrática do país. “É um tema que não nos diz respeito, é assunto do Brasil, mas confio plenamente nas instituições do Brasil. É um país forte, sólido, que demonstrou ao longo das últimas décadas uma consolidação sistemática de seu sistema democrático.” As informações são da Agência Brasil.

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