Deu pizza! CPI presidida por deputado paraibano gastou R$ 1,5 milhão com viagens e consultoria

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    Deu pizza! CPI presidida por deputado paraibano gastou R$ 1,5 milhão com viagens e consultoriaPresidida pelo deputado paraibano Hugo Motta (PMDB),  a CPI da Petrobras gastou, com viagens e um contrato com a consultoria de inteligência Kroll, R$ 1.490.886,58, em oito meses de funcionamento. A comissão encerrou suas atividades com a aprovação de um relatório do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) que isenta de responsabilidade nas denúncias de corrupção na estatal políticos investigados na Lava Jato e também os ex-presidentes da Petrobras José Sérgio Gabrielli e Graça Foster.

    Durante o período de atividade, os integrantes da CPI fizeram sete viagens, sendo uma internacional. O custo total dos deslocamentos e hospedagem foi de R$ 310.886,58.

    Três das viagens foram para Curitiba (PR), onde se encontram a maioria dos processos relativos à Operação Lava Jato e parte das testemunhas ouvidas pela comissão está presa. Somadas, as idas à Curitiba custaram R$164.813,54.

    Também houve deslocamentos ao Rio de Janeiro, para visitas à Petrobras e ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (RJ). Mas a viagem que mais custou aos cofres da Câmara foi a Londres, na Inglaterra. A Casa gastou R$ 129.113,12 com passagem aérea e hospedagem para sete deputados entre os dias 16 e 21 de maio.

    O objetivo da viagem para a Inglaterra foi ouvir o depoimento do ex-diretor da SBM Offshore Jonathan David Taylor, que acusou a empresa holandesa de pagar propina a funcionários da Petrobras para fechar contratos de aluguel de plataformas.

    Kroll

    O maior gasto da CPI, porém, foi em um contrato com a empresa de inteligência Kroll, que não trouxe elementos novos às investigações. O objetivo da contratação era rastrear dinheiro enviado ao exterior por suspeitos de envolvimento no esquema de pagamento de propina em contratos da Petrobras.

    A primeira etapa da investigação custou para os cofres da Câmara R$ 1,18 milhão e resultou na identificação de 59 contas bancárias de 12 pessoas citadas na Operação Lava Jato, entre as quais ex-diretores da Petrobras e executivos de empresas. Novas etapas e mais gastos seriam necessários para obter elementos mais concretos, mas a CPI desistiu de firmar novos contratos com a consultoria.

    O deputado Izalci (PSDB-DF), um dos integrantes da CPI, diz considerar natural o gasto da comissão com viagens, mas critica as despesas com a Kroll. “Acho natural esse gasto de viagem, porque muitos suspeitos estavam presos e foi preciso ir até eles. O que eu questiono é o contrato da Kroll”, disse.

    “Para parar onde parou, ficou muito caro, porque não chegou a conclusão nenhuma. Se gastou mais de R$ 1 milhão com contas e indícios que já sabíamos que tinham. Foi uma contratação mal negociada”, concluiu o tucano.

    A deputada Eliziane Gama (Rede-MA) protocolou na últma sexta (23) pedido à Procuradoria-Geral da República para que a Câmara seja ressarcida pelos R$ 1,18 milhão que pagou à Kroll. No requerimento, a parlamentar alega que o contrato violou o princípio constitucional da “eficiência”, além de ter sido firmado sem licitação. Ela requer que seja identificado o “responsável pelo prejuízo”, para posteriormente exigir a devolução do dinheiro.

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