Deputados paraibanos lamentam desvios de recursos nas obras da transposição

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    Deputados estaduais paraibanos repercutiram com a reportagem do Paraíba Já, sobre a operação Vidas Secas – Sinhá Vitória,  deflagrada na manhã desta sexta-feira (11), pela Polícia Federal. A ação foi realizada para prender suspeitos de superfaturar recursos das obras de engenharia da transposição do Rio São Francisco, do trecho que compreende o Agreste pernambucano e o Cariri paraibano.

    O presidente da Frente Parlamentar da Água da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado estadual Jeová Campos (PSB), lamentou o desvio de recursos em um momento tão crítico, em que a população vem clamando e sofrendo pela falta de água.

    “Uma obra que é para poder tirar a sede da vida das pessoas jamais deveria haver desvio de recursos. Claro que é uma obra como qualquer uma outra que não deve haver desvio de recursos. Mas em um momento de tanto clamor que nós estamos vivendo, você tem desvio de recursos das obras, realmente a Polícia Federal deve agir e coibir todos os envolvidos. E de fato instaurar os devidos procedimentos que resulte nas responsabilidade civil e penal daqueles que foram encontrados em falta”, afirmou.

    O parlamentar ainda relata que o eixo leste das obras de transposição do Rio São Francisco, passa por uma situação crítica. E as previsões meteorológicas para o próximo ano não são animadoras.

    “É uma situação muito crítica. O eixo leste é o eixo que conduz água até o açude Epitácio Pessoa que é nascido em Campina Grande. Lamentavelmente espero que este fato não venha comprometer a continuidade da execução da obra. A região de Campina inteira está sofrendo muito, o brejo paraibano também, e a esperança é essa tranposição. As previsões meteorológicas é que o próximo ano também seja um ano de poucas chuvas e não fará reservas de água, e a água terá de vir do Rio São Francisco”, explicou Jeová.

    O deputado estadual Anísio Maia (PT) reprovou os desvios nas obras e classificou como atos de desumanidade e afirmou que os responsáveis pelas empresas são gananciosos e não pensam na população. Além disso, ele afirma que a competência da fiscalização dos recursos das obras da tranposição cabe ao  Ministério da Integração.

    “Esses empresários não pensam nunca na população, quanto maior o empresário, mais ele pensa no lucro, pra eles, o seu deus é o lucro. Eles não estão ligando se o povo morre de fome ou de sede. O negocio é o lucro, a ganância. Caberia ao Ministério da Integração ter feito esta fiscalização no momento devido”, desaprovou Anísio.

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