Deputado ironiza Fulgêncio: “se a comissão tivesse elogiado o prefeito, ele iria adorar”

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O deputado federal e pré-candidato do PTB em João Pessoa Wilson Filho classificou como “normal” as críticas do secretário de Saúde da Capital Adalberto Fulgêncio, que afirmou nesta semana que a visita ao Ortotrauma de Mangabeira (Trauminha), com a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados foi politicagem e até taxou como ilegal. Para Wilson, o secretário tem necessidade de defender a gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PSD).

“Acho normal. Se a comissão tivesse ido para elogiar o prefeito, ele ia adorar. Ele está no papel dele de defender a gestão. Eu não preciso dizer mais nada, ele não tinha como responder o Ministério da Saúde. Pré-candidato não anda com o Ministério da Saúde, quem estava andando era o deputado federal Wilson Filho, tanto que eu não dei entrevista naquele dia”, rebateu.

Wilson ressaltou que concedeu entrevista na primeira visita da Comissão ao hospital, realizada no ano passado, mas que esse ano não deu nenhuma declaração durante a inspeção e afirmou que o secretário, por não ter argumentos para justificar a situação do hospital, cria “coisas”.

“Ano passado a comissão foi mais uma vez à João Pessoa, naquele momento pela primeira vez e a imprensa me procurou e eu dei entrevistas. Fui às emissoras falar sobre a visita da comissão, mas dessa vez eu me resguardei. Eu fui como membro da comissão, eu não dei entrevista, eu não participei de programas para divulgar a ida da comissão, a ida da comissão foi confirmada faltando três dias, já para evitar essas coisas. Agora quando não se sabe responder a um fato que não tem como responder, aí se cria coisas. É o ditado: quando você não pode rebater a informação, rebata a fonte. Contra fatos, não há argumentos” , afirmou.

O pré-candidato destacou o respeito que tem por Adalberto, mas criticou os argumentos em que ele cita que só foi encontrada aquela situação por ter sido feita no “calor do momento”, sem se importar com os relatos dados pelos pacientes e a situação que estava o hospital.

“Respeito Adalberto e não vou ficar rebatendo picuinha política. Só falta ele dizer que eu mandei meu povo ficar doente e ficar nas enfermarias para quando eu chegasse o meu povo falasse. Não tem o que responder. O que a gente viu são fatos. Na última quarta-feira, levei à comissão o relatório, e os deputados viram, as pessoas viram, o secretário da Comissão falou seu depoimento, o Ministério da Saúde estava presente, o Conselho Estadual de Saúde estava presente”, lembrou.

“Contra fatos não há argumentos. O que a gente viu no Trauminha, o que a gente viu no Santa Isabel, o que a gente viu nos outros locais são fatos. Então se ele conseguir provar que aquilo que está lá, vai ser resolvido, vai ser maravilhoso. Agora, ele não tem como provar que aquilo ali não existe, todos nós vimos aquilo”, enfatizou.

O próximo passo, de acordo com Wilson Filho é esperar a cobrança que será feita pelo Ministério da Saúde para que a prefeitura de João Pessoa e o Governo do Estado resolvam as situações que necessitam de recursos federais, destacando o grave erro cometido pela prefeitura que gastou milhões em equipamentos que deveriam ser usados para hemodiálise, mas que estão parados, fazendo com que sejam gastos mais dinheiro com empresas que oferecem de maneira reduzida o serviço.

“Acionar o Ministério da Saúde para cobrar dos entes da prefeitura e do Governo aquilo que envolva recursos federais e acionar o Ministério Público para falar e cobrar da prefeitura e do Governo aquilo que envolva recursos públicos, porque ali tem muito erro que não é um erro qualquer. No momento que a prefeitura, no caso do Santa Isabel, das 40 máquinas, no momento que a prefeitura deixa de cumprir com seu papel tem ali alguns milhões de reais que estão sendo jogados na lata do lixo. Isso interessa a todos nós a solução. Quem pode cobrar formalmente é o Ministério Público e o Ministério da Saúde e a comissão tem força para acionar ambos para que tomem as devidas providências. O fato foi tão forte que o secretário dedicou boa parte de suas entrevistas da semana para rebater esse fato específico”, destacou.

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