Tucano defende que escolas adotem programa de combate à violência feminina

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O deputado estadual Bruno Cunha Lima (PSDB) é autor do Projeto de Indicação que sugere ao Governo do Estado executar nas escolas e articular, junto aos municípios, parcerias para a realização de atividades com o objetivo de fortalecer entre os alunos a consciência de se preservar o respeito ao gênero e a não violência contra a mulher. Quase a totalidade da população (96%), de acordo com pesquisa do Instituto Locomotiva, acredita que é preciso ensinar os homens a respeitar as mulheres e não as mulheres a terem medo.

Neste Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, o deputado defendeu que é a partir da educação e do acesso à informação, principalmente na formação das novas gerações, que será possível construir uma sociedade livre do machismo e da violência contra as mulheres.  A cada 7.2 segundos uma mulher é vítima de violência física, segundo dados do Instituto Maria da Penha.

“Impressiona saber que as mulheres já alcançaram tanto, mas ainda enfrentam um grande desafio, que é acabar com a violência praticada contra elas. Essa é uma questão que não deve ser tratada apenas por mulheres. É um assunto de interesse social e deve ser tratado também na escola, para que possamos formar gerações que acabem com essa cultura de violência e desenvolvam o respeito e a tolerância entre as pessoas”, defendeu.

Bruno lamentou que esse tipo de crime ainda seja tão presente e citou estudo recente divulgado pela ONU Mulher, que aponta que no Nordeste pelo menos 17% das mulheres sofreram violência física ao menos uma vez na vida. Na pesquisa divulgada pela ONU em novembro, mostra que quatro em cada 10 mulheres que cresceram em um lar violento sofreram o mesmo tipo de violência na vida adulta. Havendo uma repetição desse padrão em seu próprio lar. “É preciso quebrar esse ciclo”, frisou.

O deputado também é autor da Lei 10.573/15, que estabelece a disponibilização de exemplares da Lei Maria da Penha para consulta da população em lugares como delegacias e bibliotecas. Outra proposta de Bruno apresentada na ALPB foi que pudesse ser criado um painel com dados sobre a violência contra a mulher, num período de 10 dias de ativismo, para chamar a atenção da sociedade para a questão.

Delegacias 24h – Também é iniciativa do deputado, requerimento solicitando ao secretário da Segurança e Defesa Social, o funcionamento das delegacias especializadas em defesa da mulher em plantões de 24 horas, incluindo finais de semana e feriados. “É justamente nesse período que mais acontecem ocorrências de violência contra as mulheres e as delegacias estão fechadas. Precisamos rever isso”, comentou.

No âmbito da Assembleia Legislativa da Paraíba, Bruno sugeriu alteração no art. 25 da resolução nº 1579, de 19 de dezembro de 2012 que instituiu o Código de Ética e Decoro Parlamentar naquela Casa Legislativa, para estabelecer a violência contra a mulher como agravante das condutas puníveis com sanção disciplinar. Outra iniciativa (PRE 115/2016) institucionaliza o Dia Internacional da Mulher na ALPB.

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Antares

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