A delação de Eduardo Cunha e os efeitos na Paraíba

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A revelação da revista Veja de que os advogados de defesa de Eduardo Cunha avisaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o ex-deputado do PMDB está disposto a fazer delação premiada, caiu como uma bomba no meio político brasileiro.

O clima, de Brasília à Paraíba, é tenso, pois se resolver contar tudo o que sabe, o ex-presidente da Câmara, preso em Curitiba desde outubro do ano passado, deverá levar muito político à cadeia nos próximo meses.

No caso específico da Paraíba, pelo menos dois ex-aliados de Eduardo Cunha devem ter motivos de sobra para temer: o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) e ex-deputado e atual vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB).

Até um dia antes da votação que culminou com a cassação de Cunha, Aguinaldo e Manoel Júnior eram apontados pela imprensa nacional como integrantes da chamada ‘tropa de choque’ do ex-todo-poderoso presidente da Câmara. No entanto, na hora ‘H’ lhes viraram as costas e caíram em desgraça com o ex-deputado.

A mágoa de Cunha com os dois políticos paraibanos se tornaram públicas seis dias após a sua cassação. Em entrevista concedida ao jornal O Estado de São Paulo no dia 18 de setembro do ano passado, o ex-presidente da Câmara chegou a chamar Aguinaldo Ribeiro e Manoel Júnior de “traidores” e “hipócritas”.

Cunha foi mais além e mandou um recado curto e direto para os dois: “o tempo os espera. A política detesta traidor.”

Agora, é esperar para ver se Cunha vai mesmo cumprir a promessa ao incluir em sua delação as peraltices dos dois ex-amigos paraibanos.

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